O Paraná Clube deve receber um pagamento do Santos referente à transferência do zagueiro João Basso, revelado pelo Tricolor. A dívida estava relacionada ao mecanismo de solidariedade da Fifa e havia provocado um transfer ban ao clube paulista. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Lucas Musetti.
O Peixe efetuará o pagamento ao Paraná e também regularizou outras duas pendências relacionadas às contratações de Álvaro Barreal e Benjamín Rollheiser. O clube paulista desembolsou aproximadamente R$ 946 mil para resolver os três processos.
Os valores individuais destinados ao Tricolor e aos clubes argentinos envolvidos nas outras negociações não foram detalhados. Com a quitação dos débitos, o Santos conseguiu derrubar três dos sete transfer bans que estavam ativos na Fifa.
Por que o Paraná Clube recebeu dinheiro por João Basso?
João Basso passou pelas categorias de base do Athletico e do Andraus antes de completar sua formação no Paraná Clube. Promovido ao elenco profissional em 2016, o defensor ganhou espaço no Tricolor durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
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Na sequência, Basso deixou o futebol brasileiro e construiu parte da carreira em Portugal. O zagueiro passou por Estoril, Real Massamá e Arouca, clube pelo qual se destacou antes de ser contratado pelo Santos em 2023.
Como participou da formação do atleta, o Paraná ganhou direito a uma porcentagem da transferência internacional por meio do mecanismo de solidariedade. A regra da Fifa distribui até 5% do valor de uma negociação entre os clubes responsáveis pela formação do jogador dos 12 aos 23 anos.
Pagamento é diferente da dívida milionária por Basso
O dinheiro destinado ao Paraná não deve ser confundido com outra dívida do Santos envolvendo a contratação do zagueiro. No início deste ano, o clube paulista precisou pagar 2,56 milhões de euros — cerca de R$ 15,3 milhões na cotação da época — ao Arouca.
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A pendência correspondia ao valor da compra de João Basso e também havia provocado um transfer ban. Depois de perder um recurso na Corte Arbitral do Esporte, o Santos quitou a dívida com o clube português em fevereiro.
Agora, o pagamento ao Paraná encerra outra pendência originada pela mesma transferência: o repasse do mecanismo de solidariedade destinado ao clube formador.
Santos ainda convive com quatro punições
Apesar de resolver os três processos, o Santos permanece com quatro transfer bans ativos e continua impedido de registrar novos jogadores.
As punições restantes envolvem dívidas com o ex-técnico Pedro Caixinha e três integrantes de sua antiga comissão: os auxiliares José Pratas e Pedro Malta e o preparador de goleiros José Belman. Somados, os débitos ultrapassam R$ 15 milhões.
O clube paulista ainda corre o risco de receber uma nova sanção por uma dívida com o Al-Markhiya, do Catar, referente ao empréstimo do atacante Yusupha Njie.