O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) suspendeu o atacante Bill, ex-Coritiba, e mais 17 jogadores de Trieste e Capão Raso pela briga generalizada na final da Taça Paraná de 2025. O julgamento da Primeira Comissão Disciplinar durou mais de 6h30 e terminou apenas na madrugada desta terça-feira (10).
Bill e o zagueiro Jair, do Trieste, chegaram a ser hospitalizados após a confusão durante a disputa por pênaltis. Ainda assim, ambos receberam quatro jogos de suspensão. Segundo os auditores, os dois participaram ativamente das agressões com socos.
“A gente sente muito pelo ocorrido com Bill e Jair, e outros que podem ter sido machucados, mas que não foram explorados durante o julgamento. O fato é que o Bill também participou da confusão e não tem nada no processo que não tenha participado efetivamente e só apanhou”, justificou o auditor William Pedroso da Rocha.
As maiores penas foram para os jogadores Anderson Cordeiro, conhecido como Tiquinho, Bruno, David, Wellington e Marcelo, todos do Capão Raso, que recebram seis jogos de suspensão. Tiquinho esteve no Tribunal, pediu desculpas, mas não evitou a punição por ter iniciado a briga entre os jogadores.
Confira as punições para os jogadores de Capão Raso e Trieste
Capão Raso
- Tiquinho – seis partidas
- Geovane – cinco partidas
- Bruno Ciscon – seis partidas
- Natan – cinco partidas
- David – seis partidas
- Wellington – seis partidas
- Rogério – cinco partidas
- Marcelo – seis partidas
- Klayton – cinco partidas
- Allan – quatro partidas
- Alex – cinco partidas
Trieste
- Bill – quatro partidas
- Everton – quatro partidas
- Gilton – quatro partidas
- Fefe – quatro partidas
- Victor – cinco partidas
- Everson – quatro partidas
- Jair – quatro partidas
Ainda no julgamento, pelo lado do Capão Raso, o auxiliar Christiam Faria recebeu seis jogos de punição, enquanto o gandula Edilson Pereira foi suspenso por 45 dias e o presidente Ubaldo Paolini foi absolvido. Já o preparador de goleiros do Trieste, Claudirlei Blam, recebeu suspensão de quatro partidas.
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Campeão da Taça Paraná segue indefinido
O TJD-PR, por 3 votos a 2, definiu pela perda de pontos do Capão Raso através do artigo 203 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – “dar causa à sua não realização ou à sua suspensão” -, além de multa de R$ 10 mil. No entanto, os auditores ressaltaram que apenas retiraram os pontos da equipe mandante e não oficializaram o título para o Trieste.
A decisão se o Trieste será o campeão da Taça Paraná ou se o campeonato fica sem um vencedor é da Federação Paranaense de Futebol (FPF). “Não é possível decretar o campeão, é possível decretar a perda dos pontos. Vai para o administrativo. O [artigo] 203 retira os pontos e é até aí que dá para ir”, destacou o auditor Herotides Lins de Lima.
O Capão Raso ainda recebeu outras multas que totalizaram R$ 36 mil e cinco jogos com portões fechados. Já o Trieste foi multado em R$ 2,5 mil.
Relembre a confusão na final da Taça Paraná entre Capão Raso e Trieste
Com bola rolando, Capão Raso e Trieste repetiram o placar do jogo da ida e empataram em 1 a 1. Após nove cobranças de pênaltis, o placar marcava 3 a 2 para o Capão Raso, quando o jogo foi interrompido. Primeiro, os atletas começaram por provocações. Ainda entre eles, os xingamentos evoluíram para agressões físicas, com socos, chutes e voadoras.
Na sequência, parte dos torcedores do clube mandante, que estavam nas arquibancadas, forçaram um portão e invadiram o campo. Com a confusão geral, alguns jogadores do Trieste pularam o muro e foram para fora do estádio, outros correram direto aos vestiários. Não havia policiamento no momento da briga.
Dois jogadores do Trieste precisaram ser encaminhados para o hospital – atacante Bill, ex-Coritiba, e zagueiro Jair. Os dois receberam atendimento médico e passaram por um período de observação.
O caso agora vai para o Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) para punir os envolvidos na confusão e definir o campeão da Taça Paraná.
Federação se manifestou sobre o caso
“A Federação Paranaense de Futebol lamenta o ocorrido na partida entre Capão Raso e Trieste, pela final da 60ª Taça Paraná. O jogo foi interrompido depois de uma briga generalizada, seguida de invasão de campo por torcedores durante a decisão por pênaltis.
Com a confusão, o árbitro Lucas Paulo Torezin encerrou a disputa por falta de segurança e a competição terminou sem a definição de um campeão.
Pedimos desculpas a todos que acompanham o futebol amador do nosso estado. Episódios de violência são incompatíveis com os valores que o esporte deve representar.
A FPF informa, ainda, que as imagens serão encaminhadas ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) e que tomará as medidas necessárias”.