O técnico Alex de Souza, ídolo de Coritiba, Cruzeiro e Palmeiras, encerrou uma passagem de oito meses no Operário. Após manter o Fantasma na Série B do Campeonato Brasileiro, o treinador teve um início ruim de Campeonato Paranaense e somou apenas um ponto em quatro rodadas.
“Sou muito grato pela oportunidade, pelo convívio diário e por todos que fizeram parte desse período. Agradeço ao Presidente e toda diretoria, a todos da comissão técnica, aos atletas, aos funcionários, à torcida e ao município de Ponta Grossa por todo o apoio. Seguirei torcendo por melhores resultados e que o clube siga no seu processo de evolução. Foram 8 meses de muito trabalho, entrega e aprendizado”, escreve Alex, em post nas redes sociais.
No total, Alex ficou 30 jogos no comando do Operário, com oito vitórias, 11 empates e 11 derrotas, aproveitamento de 38,8%. Nesta temporada, ele perdeu três jogos, empatou apenas um e deixou o Fantasma com a pior campanha do Estadual. O Alvinegro tem duas rodadas para escapar do “Torneio da Morte”.
Mas o que justifica a campanha do Operário, atual campeão paranaense, e a demissão de Alex? A reportagem do UmDois Esportes lista cinco motivos para explicar.
Operário tem a pior campanha do Estadual
O Operário entrou no Campeonato Paranaense como um dos candidatos ao título, mas tem a pior campanha depois de quatro rodadas. O Fantasma empatou com o Maringá, na reedição da final de 2025, e perdeu para Londrina, Athletico e São Joseense.
Com apenas um ponto, o Operário tem três a menos que o Andraus, que hoje fecha a zona de classificação para as quartas de final. Ou seja, a troca de treinador é uma tentativa da diretoria em melhorar o desempenho nas últimas duas rodadas.
O Alvinegro joga em casa contra Cascavel e Foz do Iguaçu, precisa vencer as duas partidas e ainda secar os concorrentes.
Falhas dos goleiros
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Um dos grandes nomes do título do Campeonato Paranaense de 2025, o goleiro Elias teve um início ruim de Campeonato Paranaense e cometeu falha bizarra na derrota para o Athletico por 2 a 0, na última quarta-feira (14). O zagueiro Lucas Belezi cobrou uma falta do meio-campo, a bola quicou dentro da área e encobriu o camisa 1.
O Athletico até brincou com o gol “sem querer” de Lucas Belezi: “O gol que o Pelé não fez… mas um pouco diferente. Belezi! Lá do meio-campo!”
O gol que o Pelé não fez… mas um pouco diferente.
— Athletico Paranaense (@AthleticoPR) January 15, 2026
Belezi! Lá do meio-campo! pic.twitter.com/q2P4sOnryR
No jogo seguinte, Elias foi para o banco de reservas, e Alex escalou o experiente Vagner. No entanto, o goleiro saiu mal no lance que originou o gol da vitória do São Joseense por 1 a 0, no último domingo (18).
Artilheiro de fora
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O atacante Vinicius Mingotti, que foi o vice-artilheiro do Operário na campanha do título do ano passado, com quatro gols, sofreu uma lesão no Ligamento Colateral Medial (LCM) e não joga o Campeonato Paranaense. O centroavante vai ficar de fora por cerca de seis meses e só volta para a Série B.
O volante Vinicius Diniz, no empate em 1 a 1 com o Maringá, foi quem marcou o único gol do Fantasma até o momento no Estadual. Ou seja, nenhum atacante balançou as redes.
A falta de reforços (Alex avisou)
O Operário reformulou o elenco para a disputa do Campeonato Paranaense e apostou, principalmente, em jogadores estrangeiros. No entanto, o técnico Alex se despediu sem a possibilidade de contar com todos. O atacante Edwin Torres, que seria a esperança de gol, precisou cumprir três jogos de suspensão e ainda não estreou.
“Eu conversei nas últimas duas semanas com no mínimo 20 jogadores e já recebi recusa de 15”.
“Tem 20 clubes na Série A, tem mais 20 na Série B. O poder de compra desses 20 da Série A é muito maior que um time da Série B. E dentro da Série B, onde o Operário se encontra nessa cadeia de poder contratar. Tem que ser muito criativo, ter poder de barganha muito grande, poder de persuasão para conversar com agentes e atletas”, acrescentou.
Operário encara maratona de jogos
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Assim como todos os clubes que disputaram a Série B no ano passado, o Operário teve pouco tempo de preparação para a disputa do Campeonato Paranaense. O Fantasma dividiu a pré-temporada em duas parte, uma delas em Londrina e a outra em Ponta Grossa. Mas Alex não contou com o elenco completo desde o início.
Depois da derrota para o Athletico, Alex admitiu a dificuldade em executar o trabalho pela falta de tempo. “Quando você está num momento como esse, serve de desculpa, mas é uma realidade enfrentada por nós. Mas também é uma realidade enfrentada por todos e infelizmente a gente ainda não conseguiu vencer”.
Alex só teria uma semana livre para treinamentos com o Operário após o término da primeira fase do Campeonato Paranaense.