Em seu pior momento desde que chegou ao Coritiba, em janeiro de 2021, o técnico Gustavo Morínigo preferiu não responder se está se sentindo pressionado no cargo após completar seis jogos seis vitória no Brasileirão, com quatro derrotas seguidas.

A última foi nessa sexta-feira (24), por 3 a 0, diante do Internacional, no Beira-Rio, pela 14ª rodada. "Acho que essa pergunta não é para mim, é para a diretoria. Eu só me foco em trabalhar, não penso nessas coisas. Não é só no Brasil [que existe cultura de demitir técnicos após uma sequência ruim], no mundo todo é assim. Não penso nisso, acho que é para a diretoria", afirmou o paraguaio de 45 anos.

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O comandante, por outro lado, foi muito enfático ao responder sobre sua irritação com o desempenho do Coxa longe do Couto Pereira. Até aqui, o time somou apenas dois pontos de 21 disputados como visitante – aproveitamento de 9,5%.

"A diferença de jogo que temos no Couto para outros lugares é o que mais me incomoda porque são os mesmos homens, os mesmos jogadores", explicou. "Não tem desculpas, não podemos acreditar nisso, temos que sair disso... Não posso admitir que seja dessa maneira", completou o treinador.

Outra questão comentada por Morínigo foi a necessidade de vencer os próximos dois confrontos na Série A, contra Fortaleza (3/7) e Juventude (10/7). Os dois rivais que estão na zona de rebaixamento atualmente, o que aumenta a importância do resultado.

"Estamos numa posição muito incômoda para o que podemos fazer... São jogos diretos que temos em casa. Temos que aproveitá-los e seguir com uma nova atitude, mas primeiro temos que ganhar esses jogos", reiterou o técnico.

Apesar da fase ruim do time, Morínigo tem a confiança da diretoria alviverde, que não pensa em alterar o comando técnico durante a temporada. Em abril, o presidente Juarez Moraes e Silva chegou a afirmar que o paraguaio, cujo contrato vai até o fim do ano, treinaria o clube enquanto quisesse.

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