O craque Alex escreve mais um capítulo especial em sua relação com o Coritiba, na noite desta sexta-feira (29), no Germano Krüger. O duelo em Ponta Grossa, às 19h, vale pela 24ª rodada da Série B.

Para além dos objetivos de cada clube na competição, o encontro entre Fantasma e Coxa assinala o primeiro confronto do Alex treinador contra o clube de coração.

Os caminhos do maestro canhoto da camisa 10 com o Alto da Glória se cruzaram pela primeira vez há 38 anos, quando o então menino de nove anos iniciou nas categorias de base.

Operário x Coritiba marcará reencontro do Coxa com Alex. Foto: Divulgação/Operário

Na primeira temporada como profissional com o manto coxa-branca, em 1995, já foram 52 partidas e seis gols. Era o início da trajetória do Menino de Ouro do Alto da Glória.

Ele ficaria ainda mais duas temporadas no Coxa antes de se transferir para o Palmeiras e iniciar uma trajetória que terminaria em idolatria quádrupla — primeiro no clube paulista, depois no Cruzeiro, em seguida no Fenerbahçe, da Turquia e, é claro, no próprio Coritiba.

Em 2013, ao deixar o clube turco em que virou figura sagrada, Alex recusou propostas de outros clubes brasileiros e fechou com o Coxa por mais duas temporadas, para a “última dança” no Couto Pereira.

No total, foram 70 gols e 58 assistências defendendo o Coritiba, em 209 partidas oficiais. Relembre, a seguir, dez momentos marcantes de Alex com a camisa do Coxa.

A estreia de Alex como profissional do Coritiba

Alex chegou ao Coritiba aos nove anos e percorreu todas as categorias de base até alcançar o time profissional. A aguardada estreia aconteceu diante do Iraty, pelo Campeonato Paranaense de 1995.

“O jogo era no domingo. Na quarta-feira, eu estava treinando atrás do gol, fazendo trabalho com o Gilson Kleina, quando o Cláudio Marques encostou em mim e falou: ‘Olha, você vai entrar no treino daqui a pouco’. Isso já tinha acontecido algumas vezes, então comecei a me preparar, achando que seria em um time de baixo”, contou, para a TV Coxa, em 2021.

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Alex estreou no time profissional do Coxa em 1995. Foto: Reprodução.

Mas, para a surpresa do jovem de 17 anos, o técnico Paulo César Carpegiani o chamou para treinar com o time principal. “Ele me colocou no time de cima e fez algumas perguntas, como se eu jogaria pelo lado direito. Na hora, respondi: ‘Em qualquer lugar’”, lembrou Alex.

O meia treinou durante toda a semana e, quando a lista para a viagem saiu, seu nome estava lá. “De quarta para domingo, deixei de ser um menino que só completava treino para ser um menino que fazia a estreia como titular do time”, recorda.

Em seu jogo de estreia, Alex conseguiu duas assistências e já plantou seu nome na cabeça dos torcedores do Coritiba, que notaram algo diferente no jogador.

Predestinado Alex marca em Atletiba decisivo

Ainda em 1995, no seu ano de estreia como profissional, Alex participou de um Atletiba decisivo, na penúltima rodada do quadrangular final do Campeonato Brasileiro da Série B, que definiu o acesso do clube para a elite.

Com 35 mil torcedores, o Couto Pereira estava lotado. No jogo, Ademir Alcântara deu assistência perfeita para Alex, que finalizou direto para o gol: 1 a 0 para o Coxa.

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Menino Alex comemora com Ademir Alcântara. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Foi o primeiro gol de Alex em no maior clássico estadual. Ele tinha 18 anos 2 meses e 29 dias. Por muito tempo depois, o meia foi o mais jovem a marcar em Atletibas, sendo superado apenas 24 anos depois por Igor Jesus, que marcaria aos 17 anos.

Já o clássico do predestinado Alex, em 1995, terminou 3 a 0 para o Coxa, delírio da torcida alviverde nas arquibancadas e a classificação para a Série A.

Alex marca o primeiro hat-trick da carreira pelo Coritiba

Alex alcançaria outra marca histórica com a camisa do Coritiba. No duelo contra o Francisco Beltrão, pelo Campeonato Paranaense de 1997, o jovem meia brilhou e marcou três vezes na vitória por 5 a 1.

Foi o primeiro hat-trick da sua trajetória profissional. Naquele mesmo ano, Alex se despediu do Coritiba como “Menino de Ouro” e foi para o Palmeiras.

Entre 1995 e 1997, sua primeira passagem pelo Coxa, Alex terminou com 123 jogos disputados, 32 gols e 38 assistências, números que já indicavam o nascimento de um craque prestes a encantar o mundo.

Alex e Coritiba: o bom filho à casa torna

Após brilhar em Palmeiras, Cruzeiro, Fernebache, defender a seleção e conquistar títulos como Libertadores, Copa Mercosul, Copa do Brasil, Rio-São Paulo, Campeonato Mineiro, Campeonato Turco, Supercopa da Turquia, Copa da Turquia, Copa América, Torneio de Toulon e Pré-Olímpico, Alex voltou para casa.

No dia 17 de dezembro de 2012, o Menino de Ouro retornou como o filho pródigo do Alto da Glória, após se despedir da Turquia como um rei.

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Experiente camisa 10 com a faixa de capitão em retorno ao Coxa. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Uma chegada triunfal, digna de estrela. Recepcionado por mais de 10 mil torcedores, o jogador, então aos 35 anos, chegou ao Couto Pereira de helicóptero e, ao pisar no gramado, foi calorosamente aplaudido.

Durante cerca de uma hora, Alex permaneceu em campo, visivelmente emocionado com o retorno ao clube que o revelou, após 15 anos longe do Verdão.

Alex faz jogo mil na carreira

Em seu retorno ao Coritiba, Alex completou seu milésimo jogo como jogador profissional. Ele atingiu a marca histórica no jogo contra o JMalucelli, válido pelo Campeonato Paranaense.

Aos 36 anos, ele ainda foi o autor do gol da vitória do Coritiba por 1 a 0 e fez seu gol de numero 413.

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Número histórico estampou camisa de Alex. Foto: Arquivo

Neste jogo, o jogador recebeu homenagens e teve sua trajetória relembrada no estádio, com bandeiras dos times e países em que atuou. Além de receber uma placa comemorativa da torcida.

Alex conquista primeiro título com a camisa do Coritiba

Em 2013, Alex conquistou seu primeiro e único título com a camisa do Coritiba: o Campeonato Paranaense.

Na partida decisiva contra o Athletico, ele marcou dois gols na vitória por 3 a 1, garantindo o caneco para o Verdão após o empate por 2 a 2 no jogo de ida. Com essa conquista, o Coritiba sagrou-se tetracampeão estadual.

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Alex ergue caneco como capitão do Coxa. Foto: Arquivo/UmDois

Ao longo do campeonato, Alex marcou 15 gols, se destacando como um dos principais nomes da campanha. Sobre a partida decisiva, o meia afirmou:

“Esse foi o Atletiba mais importante da minha carreira, pois fui decisivo ao marcar dois gols e garantir meu primeiro e único título pelo Coritiba.”

Alex e o gol 400 da carreira

Outro momento inesquecível de Alex com a camisa do Coxa foi o gol de número 400. Ele saiu diante do Fluminense no Couto Pereira para 17 mil pessoas.

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Alex marcou gol 400 da carreira com a camisa alviverde. Foto: Arquivo

Na ocasião, pela quarta rodada do Brasileirão de 2013, Coritiba e Fluminense se enfrentavam na briga pela liderança, e apenas a vitória interessava a ambos. O Coxa abriu o placar em uma jogada de Alex que serviu Robinho, mas tomou o empate.

Aos 42 minutos do segundo tempo, Alex acertou um chute de fora da área e desempatou a partida, colocando o Coxa pela primeira vez na liderança dos pontos corridos.

Alex e o doblete contra Rogerío Ceni

Em 2013, Alex viveu outro grande momento com a camisa do Coxa ao marcar dois gols contra o São Paulo.

Alex agora é o técnico do Operário. (Foto: Enzo Binotto/Operário)

Um deles, em cobrança de falta, foi marcado sobre Rogério Ceni, um dos maiores goleiros da história. Foi 48º gol de falta do jogador. O jogo também ficou lembrado pelo encontro entre Alex e Paulo Henrique Ganso, duas gerações de camisas 10.

A partida terminou em vitória alviverde por 2 a 0, encerrando um jejum de seis jogos sem vencer no Campeonato.

Alex marca gol salvador de bicicleta

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Alex marca de bicicleta. Foto: Reprodução

Aos 46 minutos do segundo tempo, Alex marcou um golaço de bicicleta que salvou o Coritiba de uma derrota certa no Couto Pereira.

O empate por 2 a 2 contra o Bahia não foi o resultado ideal, mas a genialidade do capitão alviverde evitou um prejuízo ainda maior. Mais uma vez, Alex mostrou seu talento e capacidade de decidir nos momentos mais críticos, arrancou aplausos da torcida e garantiu ao time pelo menos um ponto importante.

O gol de bicicleta de Alex nesse jogo foi um dos mais bonitos do jogador em seu retorno ao Coritiba e ficou marcado pela não comemoração do jogador, pelas criticas da torcida ao time.

Alex escreve ponto final da carreira no Coritiba

No dia 7 de dezembro de 2014, Alex viveu sua despedida como jogador profissional, no Couto Pereira. Por volta das 16h, antes da partida contra o Bahia, ele recebeu uma homenagem especial ao lado da esposa, Daiane, e dos filhos Maria, Antônia e Felipe.

Ex-jogadores como Guilherme Rodrigues de Souza e André Luiz Pereira Barbosa, ídolos do fim dos anos 80 e início dos 90, além de Edu Coimbra, técnico campeão paranaense em 1989, entregaram-lhe um prato em metal nobre com a inscrição: “Alexsandro de Souza, Menino de Ouro e Ídolo Coxa-Branca”.

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O Menino de Ouro se despede da torcida coxa-branca. Foto: Arquivo/UmDois

Depois, dentro de campo, o Coritiba venceu o Bahia de virada por 3 a 2. Aos 42 minutos do segundo tempo, o camisa 10 deixou o gramado para a entrada de Keirrison e foi aplaudido de pé pela torcida. Sua carreira terminou com números impressionantes: 1.033 jogos, 422 gols e 356 assistências.

Na segunda passagem pelo Coritiba, foram 86 partidas, 38 gols e 20 assistências, marcas que reforçam a grandeza do maior ídolo da história recente do clube. A despedida ficou marcada por lágrimas, cantos e aplausos e o adeus de Alex, somado ao seu retorno triunfal para casa, é eterno na memória e nos corações dos torcedores alviverdes.

Trecho da carta de despedida de Alex:

“Realizei o sonho de toda criança, que é jogar futebol em alto nível, vestir a camisa do time do meu coração, depois fechar com grandes clubes nacionais, ser ovacionado por várias torcidas, defender a Seleção Brasileira e, por fim, me tornar ídolo na Europa. Sou um sujeito realizado.

O ‘Rei de Roma’, Falcão, falou uma vez que “jogador de futebol morre duas vezes; a primeira, quando para de jogar”. Compreendo o que quis dizer, mas prefiro falar que jogador de futebol nasce duas vezes. Meu segundo nascimento se dará agora“.

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