Artilheiro do Coritiba na temporada de 2024, o meia Matheus Frizzo relembrou a passagem pelo clube e falou sobre sua saída da equipe ao fim da Série B. Em entrevista ao UmDois Esportes, o jogador comentou os bastidores do ano turbulento vivido pelo Coxa, destacou a relação com a torcida e lamentou o desfecho sem permanência no Alto da Glória.

Pelo Coritiba, Frizzo disputou 48 partidas, marcou 15 gols e distribuiu seis assistências. Na Série B, terminou como artilheiro da equipe, com dez gols, mas o desempenho individual não foi suficiente para evitar a campanha frustrante do clube naquela temporada.

Atualmente, o meia defende o Suwon FC e vive grande fase na equipe sul-coreana. Em nove jogos, soma oito participações diretas em gols, com cinco gols marcados e três assistências.

Ano turbulento nos bastidores

Foto: Marlon Costa/AGIF/IconSport.

2024 foi um ano para ser apagado da memória da torcida do Coritiba. Além das eliminações no Campeonato Paranaense e na Copa do Brasil, para o Águia de Marabá, o clube registrou a pior campanha de sua história na Série B por pontos corridos. O Coxa terminou apenas na 12ª colocação, com 50 pontos, em uma temporada marcada por instabilidade dentro e fora de campo.

Nos bastidores, o clube também passou por mudanças importantes na SAF, com a saída do CEO Carlos Amodeo e a chegada de Gabriel Lima ao comando da operação.

Ao falar sobre as dificuldades do ano, Frizzo relembrou o momento de reconstrução vivido pelo clube após o rebaixamento e destacou o impacto da chegada da SAF, oficializada sete meses antes, em junho de 2023, além da morte do diretor de futebol Júnior Chávare.


“A gente sabia que o clube vinha de um rebaixamento e a SAF estava chegando, então tinha esse início de organização, de adaptação. Ninguém sabia direito como ia ser e a pessoa que tinha feito o projeto (Júnior Chávare) acabou falecendo, se eu não me engano, antes do clássico. Eu lembro que foi um dia muito triste para todos nós”, afirmou.


O meia também destacou que, apesar das dificuldades, enxergava comprometimento de todos os envolvidos no processo.

“Sempre vi um grupo muito disposto a fazer dar certo. Tínhamos críticas, dificuldades normais pelo momento do clube, mas via todo mundo tentando melhorar. A eliminação no Estadual e, depois, na Copa do Brasil acabaram pesando bastante. Logo no início da Série B já teve troca de treinador e as coisas ainda estavam se adaptando”, disse.

Frizzo lamenta saída do Coritiba

Vini Paulista abraça Frizzo em comemoração de gol

Mesmo com o desempenho individual de destaque, o Coritiba não exerceu a opção de compra do meia, que pertencia ao Tombense. O valor fixado em contrato era de 500 mil euros.

O jogador admitiu tristeza pelo desfecho e relembrou a identificação criada com a torcida alviverde.


“Com certeza foi triste, porque jogar no Couto Pereira era algo muito especial para mim. Foi onde tive o privilégio de fazer o gol que o estádio postou como o mais bonito da história do Couto. Isso é motivo de muita honra e orgulho”, lamentou.


“Eu sempre recebi muito carinho do torcedor. Fazer gol, comemorar com as crianças depois do jogo, receber apoio para entrar em campo… tudo isso foi muito especial. A gente esperava um final diferente, mas são coisas que acontecem no futebol”, continuou.

Segundo Frizzo, houve conversas sobre a possibilidade de permanência, mas o acordo não avançou até o prazo final.

“Não tenho como dizer detalhes do que aconteceu. Existiu uma conversa interna uma semana antes de acabar o campeonato. Disseram que iam existir negociações, mas foi uma situação de clube para clube. Chegou na data limite e a compra não aconteceu, vida que segue. Claro que eu gostaria de um final diferente, assim como acredito que a torcida também.”

Confira a entrevista completa com Matheus Frizzo, ex-Coritiba

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