Com o objetivo de colocar a casa em ordem do ponto de vista financeiro, o Coritiba não descarta ter que vender revelações das categorias de base em 2022. O clube, aliás, trabalha com essas possibilidades para fechar o orçamento previsto para a próxima temporada.

Em entrevista coletiva realizada pela diretoria, na última terça-feira (16), ao ser questionado se o Coxa poderia recusar propostas do exterior pela garotada, mais especificamente pelo lateral-direito Natanael, o vice-presidente Jair José de Souza destacou que será necessário vender atletas.

"O Coritiba é um clube formador, temos um planejamento, grandes competições em 2022, então todo atleta pode ser negociado. No momento que tiverem propostas vamos discutir e se forem boas para o clube, negociaremos o Natanael como qualquer outro jogador da base. Temos orçamento a cumprir em 2022 e isso é relevante para o cumprimento da meta", afirmou ele.

Em 2021, além de Natanael, o lateral-esquerdo Guilherme Biro e o atacante Igor Paixão foram outras revelações titulares ao longo da Série B. Outros nomes, que conquistaram o título da Copa do Brasil sub-20 na temporada, também ganharam destaque e chamaram a atenção do mercado.

Coritiba S/A

A longo prazo, o Coritiba também busca outras formas de arrecadação e colocar fim nas dívidas. Uma das alternativas é o clube virar uma sociedade anônima. Em agosto, foi sancionada a lei que permite que times de futebol virem empresas, podendo negociar dívidas através da Justiça.

O Coxa já se preparara para fazer esta transformação e a expectativa é que em menos de dez anos já esteja pronto, podendo reformular seu plano financeiro, que passava diretamente pelo acesso à Série A para 2022.

"Não podemos deixar nossos torcedores mal informados. O Coritiba tinha que subir de qualquer forma, o clube ficaria inviável financeiramente. Há muitos passos a serem colocados ainda. Temos num momento muito próximo a colocação do Coritiba como sociedade anônima do futebol. Isso vai possibilitar que o clube tenha alguns diferenciais na arrecadação necessária para termos uma boa equipe. O planejamento sugeriria isso em dez anos, mas acredito que possamos fazer em um intervalo de tempo menor", disse o vice-presidente Glen Stenger.

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