Enquanto ainda aguarda a obtenção das licenças ambientais para iniciar a construção do novo Centro de Treinamento em Campina Grande do Sul, o Coritiba passou a procurar outros locais para a utilização pontual de campos, principalmente pelas categorias de base.
A movimentação levantou questionamentos sobre uma possível desistência do projeto da construção do novo centro de treinamentos em Campina Grande, de acordo com informações do jornalista Rogério Scarione, da Jovem Pan News.
Entre os locais analisados pelo Coritiba está o Ninho da Gralha, que era do Paraná Clube e acabou perdido pelo clube na Justiça para o empresário Carlos Werner, que já fez parte de diretorias do Tricolor. Em contato com a reportagem do UmDois Esportes, porém, o Coxa nega qualquer desistência do planejamento para o novo CT.
A versão oficial repassada pelo Coritiba assegura que a consulta à ex-propriedade do Paraná, situada em Quatro Barras, teve como objetivo apenas verificar a possibilidade de utilização pontual dos campos pelas categorias de base, sem que isso represente, ainda segundo o clube, uma mudança no projeto de construção do novo centro de treinamento em Campina Grande do Sul.
A versão apresentada pelo Coxa é de que foram realizadas apenas consultas para possíveis aluguéis de campos, com o objetivo de ampliar os espaços disponíveis para as categorias de formação. Neste momento, não existe uma decisão pela troca do terreno ou pelo abandono do projeto em Campina Grande do Sul.
Nos bastidores, entretanto, a demora para a obtenção das licenças e as limitações enfrentadas diariamente no CT da Graciosa aumentaram a pressão para que o Coritiba também analise outras possibilidades.
O empresário Carlos Werner confirmou a consulta do Coxa pela propriedade do Ninho da Gralha. “Alguns conhecidos do Coritiba me perguntaram se, pontualmente, em alguns dias, poderiam alugar o espaço para a base”, explicou, em contato com o UmDois. “Mas não falamos mais. Não temos nenhum calendário”, reforçou.
Novo CT do Coritiba ainda depende de licenças
O Coritiba possui uma área de aproximadamente 461 mil metros quadrados em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, destinada à construção do novo centro de treinamento.
O terreno foi adquirido em julho de 2011, durante a gestão do então presidente Vilson Ribeiro de Andrade. Desde então, o clube estuda a construção de uma nova estrutura no local, que inciaria em 2025, mas o projeto ainda não saiu do papel.
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Atualmente, o planejamento está pronto e homologado pelo clube, mas ainda depende do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto Água e Terra (IAT). Como o terreno está localizado em uma Área de Proteção Ambiental, a análise exige cuidados e critérios específicos.
O licenciamento ocorre em três etapas. A primeira é a Licença Prévia, que atesta a viabilidade ambiental do empreendimento. Depois, o Coritiba ainda precisará obter a Licença de Instalação, que permite efetivamente o começo das obras, incluindo terraplanagem e fundações.
Por fim, a Licença de Operação será necessária quando o novo CT estiver concluído e pronto para ser utilizado. A dificuldade para avançar com as autorizações ambientais fez com que os prazos anunciados anteriormente não fossem cumpridos. A construção estava inicialmente prevista para começar em 2025 e, depois, foi projetada para o primeiro trimestre de 2026, o que também não aconteceu.
Coritiba sofre com falta de espaço no CT da Graciosa
Enquanto aguarda uma definição sobre Campina Grande do Sul, o Coritiba enfrenta dificuldades para acomodar o time profissional e todas as categorias de formação no CT da Graciosa, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
A reportagem apurou que a estrutura atual, que conta com quatro campos de grama natural e um sintético, é considerada pequena para a demanda do clube.
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O uso intenso dos mesmos espaços também interfere na qualidade dos gramados. Como diversas equipes precisam dividir os campos ao longo da semana, existe pouco tempo para a recuperação e a manutenção das áreas.
Por isso, a busca por locais que possam ser alugados pontualmente tem como objetivo imediato desafogar a estrutura da Graciosa, principalmente para as atividades das categorias de base.
Pressão para Coritiba analisar outras possibilidades
Apesar de o clube sustentar que as consultas não representam uma desistência do projeto de Campina Grande do Sul, existe uma forte pressão para que a SAF passe a analisar outras alternativas.
A cobrança não parte somente do Grupo Independiente, acionista minoritário da SAF desde o fim de 2025. Outros grupos ligados ao Coritiba entendem que o clube não pode aguardar indefinidamente pelo processo de licenciamento enquanto enfrenta dificuldades para realizar os treinamentos na estrutura atual.
A demora na obtenção das autorizações exige que o Coritiba tenha outras possibilidades mapeadas.
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