Com resultados inconsistentes na temporada, o Coritiba também encara dificuldades fora do gramado por causa de sua delicada situação financeira. O clube tem atrasado periodicamente o pagamento do direito de imagem do elenco, segundo apurou o UmDois Esportes.

Os atrasos variam caso a caso, dependendo do tempo de casa. Alguns jogadores não recebem há dois meses, enquanto outros já estão há quatro meses sem ver o dinheiro caindo na conta. A reportagem procurou a assessoria de imprensa do clube, mas não houve manifestação oficial até publicação da matéria.

De acordo com a Lei Pelé, o valor correspondente ao uso da imagem não pode ultrapassar 40% da remuneração total paga ao atleta, que é composta pela soma do salário e dos valores pagos pelo direito de imagem.

A maior parte do plantel coxa-branca recebe parte dos vencimentos como direito de imagem. A prática é comum no futebol e visa diminuir a responsabilidade dos clubes com encargos trabalhistas.

Nessa quinta-feira (10), o Coxa largou atrás do Flamengo no confronto da terceira rodada da Copa do Brasil. O prêmio para quem avançar às semifinais é de R$ 2,7 milhões, valor que certamente ajudaria a amenizar cenário no Alto da Glória, já que cobriria mais do que uma folha de pagamento completa.

Em maio, o UmDois revelou que o Coxa precisou de aportes financeiros de membros da diretoria para pagar suas despesas. Um deles, de R$ 2 milhões, feito pelo vice-presidente Juarez Moraes e Silva, é o embrião para um fundo de investimento projetado pelo clube.

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