A seleção brasileira reencontrará dois velhos conhecidos do Grupo A da Copa de 1998 no Grupo C da Copa de 2026, que tem início para o time de Carlo Ancelotti no próximo sábado (13), às 19h, em Nova Jersey, contra a atual sensação africana Marrocos.

Além do time agora liderado pelo lateral-direito Hakimi, completavam aquele grupo do Mundial em solo francês a Noruega e a Escócia — esta última também rival da chave brasileira na Copa deste ano, que tem ainda como quarto integrante o Haiti.

Ou seja, é com a sensação de filme repetido que a seleção poderia enfrentar Marrocos nas proximidades de Nova Iorque, em seu jogo inaugural em mais uma trepidante busca pelo hexa.

No entanto, desde então, os marroquinos passaram por uma revolução profunda, engataram a terceira Copa seguida, vêm de um inédito quarto lugar no Catar e conquistaram a Copa Africana de Nações em 2025. Chegam aos Estados Unidos, México e Canadá, portanto, com status inteiramente diferente em relação a 1998.

Os atuais campeões africanos, embalados ainda pelas visões do sonho vivido em 2022, quando eliminaram Espanha e Portugal antes de caírem para a vice-campeã França nas semis, estão com a confiança em alta de que podem vencer o Brasil de Ancelotti e até mesmo liderar a chave.

Brasil não deu chances para Marrocos na Copa de 1998

Em 1998, entretanto, o papo foi outro. Estavam em campo, na cidade de Nantes, o Brasil, então atual campeão mundial, após conquistar o tetra quatro anos antes, justamente nos Estados Unidos.

E do, outro lado, uma seleção marroquina que, apesar de nomes importantes como Naybet e Hadji, este último eleito o Jogador Africano do Ano naquela temporada, não passava de uma completa azarã.

naybet-marrocos
Nourredine Naybet era o capitão de Marrocos em 98. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport

Em campo, o resultado refletiu o cenário imaginado antes do duelo, com vitória brasileira tranquila por 3 a 0, pela segunda rodada da fase de grupos. Ronaldo, Rivaldo e Bebeto anotaram os gols do único confronto entre Brasil e Marrocos em um Mundial.

Comandada por Zagallo, a seleção entrou em campo com Taffarel; Cafu, Aldair, Júnior Baiano e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo e Rivaldo; Ronaldo e Bebeto.

Do outro lado, Marrocos alinhou com Benzekri; Saber, Rossi, Naybet e El Hadrioui; El Khalej, Chippo, Bassir e Chiba; Hadji e Hadda.

Simulador da Copa do Mundo 2026

Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Faça o teste em nosso simulador e compartilhe seus resultados nas redes sociais!

No fim das contas, a seleção brasileira lideraria o grupo com 6 pontos (venceu Marrocos e Escócia e perdeu para a Noruega, a outra classificada), enquanto os marroquinos terminaram em terceiros, com 4 pontos, e foram eliminados.

Este foi o único confronto oficial entre as equipes, aliás, na história. Além dele, aconteceram mais dois amistosos. Um em 1997, com vitória brasileira por 2 a 0. E o outro mais recentemente em 2023, com triunfo marroquino por 2 a 1.

Relembre a vitória do Brasil sobre Marrocos em 1998 em imagens

zagallo-brasil-marrocos-98
Zagallo canta o hino antes da seleção vencer Marrocos com tranquilidade em 98 na França. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
zagallo-zico-brasil-marrocos-98
Uma lenda era pouco: ao lado de Zagallo, Zico também aguarda o início da partida. Foto:  Michael Steele / PA Images / Icon Sport
ronaldo-brasil-marrocos-98
A simples visão de Ronaldo aquecendo aterrorizou adversários nos campos da França. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
brasil-marrocos-98
Dunga, Júnior Baiano, alto demais para o enquadramento do fotógrafo, e Bebeto entram em campo de mãos dadas. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
bebeto-ronaldo-rivaldo-98
Bebeto, Ronaldo e Rivaldo: trio de craques históricos marcou gols da vitória brasileira. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
junior-baiano-brasil-marrocos-98
Com o pé na altura do rosto de companheiros e adversários e a língua de fora: Júnior Baiano em estado natural. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
rivaldo-brasil-marrocos-98
Rivaldo desfila classe e marroquino observa. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
hadji-brasil-marrocos-98
El Moustafa Hadji, craque marroquino de elevado senso estético, pouco pôde fazer. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
junior-baiano-brasil-marrocos
Junior Baiano aterroriza adversário apenas com o olhar. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
ronaldo-brasil-marrocos-98 (2)
Ronaldo bate de longe para marcar o primeiro da seleção. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
cesar-sampaio-brasil-marrocos
César Sampaio protege enquanto atleta de Marrocos desaba. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport
denilson-brasil-marrocos-98
Denilson já era reserva de luxo, papel que repetiria em 2002. Foto: Michael Steele / PA Images / Icon Sport

Siga o UmDois Esportes