O Athletico venceu o Paraná por 2 a 0 sem fazer muito esforço, nesta segunda-feira (24), na Vila Capanema, pela ida das quartas de final do Campeonato Paranaense. Embora fosse decisivo, o jogo deixou bem a desejar e mais uma vez evidenciou o baixo nível do nosso futebol local.

O primeiro tempo foi de dar sono. Poucas finalizações, muitos erros na saída de bola e quando surgia alguma chance, chutes totalmente errados, longe do gol. Sem emoção, parecia que todos que acompanhavam a partida, inclusive os jogadores, não viam a hora do apito final do árbitro.

Veio o segundo tempo e a situação melhorou um pouco. Nos primeiros minutos, o ritmo acelerou, Tricolor e Furacão foram para cima, criaram, enfim, oportunidades, até que veio o gol de oportunismo de Matheus Babi.

Mas bastaram alguns minutos e veio mais um lance desses inacreditáveis, que nem em futebol amador se costuma ver. A defesa do Paraná, com todo o espaço do mundo, se atrapalhou com a bola e recuou para Bruno Grassi, que chutou em cima de Léo Cittadini, que, querendo se defender da bolada, marcou um gol sem querer. Ainda teve tempo para Gustavinho bater de forma péssima uma penalidade, isolando a bola.

Quando se surge um confronto desses em um mata-mata, espera-se um duelo mais pegado, emocionante, digno do que historicamente já aconteceu entre esses dois clubes. Mas a partida na Vila Capanema passou longe disso.

Athletico não precisou se esforçar, mas falhas foram nítidas, assim como o Paraná como um todo

Ao natural, o Rubro-Negro venceu, sem precisar fazer muito esforço. Os reservas do time principal se mostraram superiores ao Tricolor, que preocupa, e muito, para a Série C do Campeonato Brasileiro, que começa na semana que vem. Mas os atleticanos sabem também que o que viram em campo nesta gelada segunda foi ainda mais frio.

Reflexo do que vem acontecendo no futebol paranaense como um todo. Foram poucos jogos neste Estadual que animaram, que algum time teve atuação convincente. O Brasileirão está batendo à porta e é difícil ser otimista com as equipes. E quando um clássico decisivo é abaixo da média, ainda que a discrepância entre os adversários seja alta, é sinal de que os dois lados deixaram a desejar.

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