Com a Série C em pleno andamento, o Paraná segue em confusa reformulação. Seja na própria diretoria, passando pelo elenco de jogadores e até mesmo pela assessoria de imprensa, o clube não sobrevive a uma semana sequer sem mudanças. E nada parece fazer sentido.

É o retrato do caos, da falta de direção, reflexo de uma gestão perdida, que claramente não sabe o que fazer e nem como tirar o Tricolor desta situação. Foram vários os “autores intelectuais” do caminho paranista rumo à ruína.

Não faltaram parcerias mal sucedidas, negociações mal feitas, apostas esdrúxulas e bravatas ao longo do caminho. “Mecenas” e “benfeitores” que entraram como salvadores e saíram levando o resto que havia para ser levado.

Se o Paraná está em farrapos, esta foi uma façanha de um coletivo de personagens, sendo injusto individualizar a notável sequência de más gestões em uma só figura. A história do clube é um mosaico de incompetências, uma obra de arte de barbeiragens administrativas.

Mas, neste momento, a incapacidade leva estampada o selo de seu cartola mais antigo, folclórico, ancestral, para alguns, um abnegado, para outros, inominável: o atual presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha.

Não deixa de ser simbólico que o clube alcance o fundo do poço justamente nas mãos de um de seus mais controversos e antigos dirigentes.

A última aposta de Casinha no ano, FDA Sports é tiro no escuro

Casinha já assumiu em estado calamitoso, um oferecimento de Leonardo Oliveira, gestor que criticava a incapacidade dos antecessores antes de conquistar para si o prodígio da inépcia suprema: a queda à Série C. Uma proeza. Ficou na história.

No entanto, não deixa de ser notável a completa inaptidão da atual gestão em preparar minimamente o Paraná para 2021. Casinha não dirige sozinho. São quase cem pessoas, distribuídas em inumeráveis comitês, uma burocracia sem precedentes.

Nomes antigos, batidos e ultrapassados, e outros jovens, que poderiam ser esperança, mas parecem mais preocupados em perseguir eventuais críticos em uma luta patética na internet. Tem até ex-vice-presidente metido a justiceiro das redes sociais. Constrangedor.

Não deixa de ser justa, portanto, a cobrança sobre Casinha, afinal, ele está aí desde o início dos tempos.

A aposta para evitar o vexame do rebaixamento à Série D recai na parceria com a desconhecida FDA Sports. Desconhecida não apenas da torcida, diga-se de passagem. A maior parte dos dirigentes também nunca havia ouvido falar da ex-gestora do Campinense, da Paraíba. É um tiro no escuro.

É a última cartada de Casinha para salvar o ano. De qualquer maneira, o Paraná só conta com uma certeza. Sendo rebaixado ou não e, independentemente de quem vencer a eleição presidencial em setembro, Casinha continuará lá, intocável. Em um clube em constante mutação, apenas o antigo dirigente se tornou imutável.

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