Sabino, sabe-se lá a razão, é batedor de pênaltis do Coritiba, que já foi treinado por quatro profissionais diferentes no atual Brasileirão. Os técnicos entram e saem, mas o zagueiro segue com tal responsabilidade.

Seu estilo de cobrança é, digamos, pretensioso. Caminha para a bola, dá uma espécie de pulinho e chuta colocado. Já acertou muitos assim, mas já errou também. E quase custou caro quando falhou diante do goleiro adversário.

Contra o Vasco, no primeiro turno do Brasileirão, Sabino teve a chance de dar a vitória ao Coxa. Andou na direção da bola, deu o seu pulinho e… Fernando Miguel defendeu ao estender o braço direito. No centro da meta.

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Sorte do jogador e seus companheiros que o árbitro mandou repetir a cobrança. Veio a troca. Encarregado de arrematar contra o gol vascaíno, Robson bateu com seriedade e deu três pontos ao Coritiba. Alívio.

Sábado o time estava diante do Botafogo em duelo direto na luta contra o rebaixamento à Série B. O time carioca chegou a Curitiba como lanterna do certame. E virou para 2 a 1 depois que o Coxa abriu o placar.

Nos acréscimos, pênalti para a equipe da casa, chance de empatar o cotejo em 2 a 2, o que minimizaria o prejuízo, pois pelo menos o Coritiba ficaria à frente dos botafoguenses na classificação da Série A.

Robson estava em campo, assim como Rafinha, por exemplo, mas quem partiu para a cobrança? Sabino. Então o zagueiro andou na direção da bola, deu o seu pulinho e… mandou para fora. Errou o alvo!

O que explica Sabino batendo pênalti de tal maneira e em momento crucial como aquele? O que justifica a insistência do jogador em cobrar a penalidade máxima daquela forma? Nada fez o menor sentido naquele instante.

Neném Prancha, folclórico roupeiro, massagista, olheiro e técnico do passado, mestre das frases marcantes e curiosas disse certa vez: "Penalti é uma coisa tão importante, que quem devia bater é o presidente do clube".

Exageros à parte, podemos dizer que pênalti é uma coisa tão importante que deve ser batido com responsablidade, seriedade, concentração. O que se viu no Couto Pereira sábado foi o inverso disso.

Barroca dando a volta por cima

Eduardo Barroca começou a temporada à frente do Coritiba. Acabou sendo demitido após mau começo de Campeonato Brasileiro, com derrotas pra Internacional, Flamengo e Corinthians, por exemplo.

A tabela era ingrata e o elenco do Coxa limitado. Após breve passagem pelo Vitória, o jovem treinador voltou ao Botafogo, que se não caiu em 2019 foi graças aos pontos garimpados por ele na primeira metade do campeonato.

Eduardo Barroca e Pachequinho no Couto Pereira. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDoisEsportes
Eduardo Barroca e Pachequinho no Couto Pereira. Foto: Albari Rosa/Foto Digital/UmDoisEsportes

O que se viu em Curitiba na vitória alvinegra sábado foi uma equipe mais organizada, que demonstra saber o que fazer com a bola, que finalizou mais e teve forças para virar um jogo e sair da lanterna da competição.

Trocar Barroca por Jorginho e depois Rodrigo Santana foram duas bizarras decisões da diretoria do Coritiba. A situação é desesperadora. No Botafogo, surge um fio de esperança.

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