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Opinião

O Rubro-Negro que melhor sabe faturar dinheiro e títulos no futebol brasileiro

Bruno Guimarães (atrás de Rony) foi a maior venda da história do Furacão.
Bruno Guimarães (atrás de Rony) foi a maior venda da história do Furacão.| Foto: JONATHAN CAMPOS/GAZETA DO POVO
  • PorMauro Cezar Pereira
  • 26/01/2020 19:18

Depois de muito demora, idas e vindas e indefinições, o Athletico acertou a venda de Bruno Guimarães para o Lyon. O clube francês desembolsará €25 milhões, o equivalente a R$ 115,2 milhões, para ficar com 80% dos direitos econômicos do meio-campista de 22 anos. É a maior venda da história atleticana, mesmo depois de uma longa série de negociações nas quais os rubro-negros souberam vender, bem, quem se destacou vestindo sua camisa.

Além da bela quantia que receberá, o Athletico ficará com 20% do valor que eventualmente seja arrecadado com uma futura revenda. Com Bruno Guimarães em campo, o Athletico ganhou títulos de campeão paranaense, da Sul-Americana e também da Copa do Brasil. Fica claro que o jovem da seleção brasileira pré-olímpica deu ao clube retorno técnico e financeiro nos 101 jogos (10 gols) que fez pelo Furacão. Deixa o clube por cima.

Bruno Guimarães fez a festa da torcida e dos cofres do Furacão.
Bruno Guimarães fez a festa da torcida e dos cofres do Furacão.| Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Quando ergueu o troféu de campeão da Copa do Brasil, o Athletico colocou nos cofres R$ 64,35 milhões em premiações pela participação certame. O Furacão ganhou, em 2019, mais R$ 16 milhões por ter disputado a Libertadores e outros R$ 3,5 milhões por jogar a J.League YBC Levain Cup/Conmebol, antiga Suruga Cup. De quebra, mais R$ 3 milhões pelo vice da Recopa Sul-americana, quando esteve diante do River Plate.

As competições das quais o Athletico tomou parte em 2019 valeram R$ 86,850 milhões, quase € 19 milhões nas cotação atual. Além disso, o clube curitibano faturou cerca de R$ 60 milhões dos R$ 87 milhões pagos pelo Atlético de Madrid para levar à Espanha o lateral-esquerdo Renan Lodi. No começo do ano passado, houve ainda a venda de Pablo ao São Paulo por aproximadamente € 7 milhões, hoje mais de R$ 32 milhões.

Há ainda a possiblidade de Léo Pereira ser negociado com o Flamengo por € 6 milhões, mais de R$ 27,7 milhões. O clube carioca já tentou contratar o zagueiro há um ano, e voltou a negociar nios últimos dias, devido à encaminhada transferência do espanhol Pablo Marí para o Arsenal, da Inglaterra. Seria mais uma negociação na casa dos milhões de euros feita pelo Athletico, que, mais uma vez, se vê desafiado a remontar um time vencedor.

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Partiba teve ingressos salgados. Foto: Albari Rosa/Foto Digital
Partiba teve ingressos salgados. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Curva Norte a R$ 60, meia R$ 30. Reta do Relógio por R$ 70, R$ 35 a meia-entrada. Os preços estipulados para os ingressos no primeiro clássico do Campeonato Paranaense foram salgados. Paraná x Coritiba se enfrentaram na Vila Capanema com tíquetes oferecidos por valores exagerados se considerarmos o momento da temporada e a competição.

TABELA: Veja os resultados do Paranaense e a classificação

Uma tônica no muitas vezes elitizado futebol brasileiro. Mas os preços em Curitiba pareciam promocionais se comparados aos da Supercopa do Brasil, dia 16 de fevereiro, em Brasília. O jogo reunirá o Flamengo, campeão da primeira divisão, a Série A nacional, e o Athletico, atual detentor do título da Copa do Brasil.

O vencedor embolsará R$ 5 milhões e os torcedores que forem ao estádio Mané Garrincha desembolsarão quantias nada desprezíveis. Uma cadeira superior custará R$ 200, a inferior R$ 300, com as meias entradas saindo pela metade. Já os que forem ao chamado "Vip Hospitality" terão de pagar R$ 400, e ali não tem benefício para estudantes e afins.

Flamengo e Athletico jogarão, também, para abastados torcedores que marcarão presença no "Camarote Garota VIP" com seus comes e bebes. Entrar lá custará R$ 500 e o Camarote normal será ainda mais caro: R$ 600, ambos também sem meia entrada. Um jogo que vale troféu e ótima premiação, mas sem qualquer tradição, com preços de Liga dos Campeões.

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Foto: Thiago Ribeiro/ Agência Estado
Foto: Thiago Ribeiro/ Agência Estado

Gabigol poderá ter seu futuro definido nesta segunda-feira, quando o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, e o diretor-executivo, Bruno Spindel, se reunirão com representantes da Internazionale, em Milão. O clube italiano não tem interesse no autor de 43 gols na temporada sul-americana em 2019 e espera, sim, arrecadar com sua venda e tirar Eriksen do Tottenham.

O sucesso de Gabriel Barbosa nos gramados daqui e a quase indiferença (não recebeu propostas sedutoras de grandes clubes europeus) dos maiores times do mundo diante de seu futebol não é novidade. Há anos os destaques daqui não arregalam olhos por lá, exceto pelos jovens de 17, 18 anos ou atletas com pouco mais de 20 de idade ainda sem passagem por times da Europa.

Gabigol bateu lá, jogou por Inter e Benfica, mas não ficou. Com tudo de positivo que fez defendendo o Flamengo no ano passado, ainda assim não conseguiu chamar a atenção dos maiorais do futebol no chamado Velho Mundo. Sua volta ao Brasil é, hoje, o mais provável, e sua história deverá ser mais uma a provar que a bola que aqui rola quase não gera repercussão por lá.

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