Foram 20 assistências, um recorde na Premier League. Ele igualou feito de Thierry Henry pelo Arsenal em 2002/2003. Ao todo marcou 13 gols e permaneceu por 2.798 minutos em campo, o equivalente a mais de 31 jogos inteiros. Acumulou um total de 99 finalizações, cinco delas nas traves, deu 32 passes em profundidade, ou enfiadas de bola; fez 305 cruzamentos e executou 45 desarmes.

Estamos falando de Kevin De Bruyne, o melhor jogador de futebol do mundo no momento. Sim, o belga é um dínamo em campo, capaz de armar, desarmar, lançar, chutar de longe, de dentro da área, distribuir o jogo, colocar os companheiros diante do goleiro adversário. Um faz-tudo incomparável que reúne enorme quantidade de predicados.

Esse craque não se notabiliza por dribles desconcertantes, embora saiba driblar. Não surpreende com jogadas plasticamente malabarísticas, apesar de sua inegável capacidade de protagonizar lances bonitos na cancha. O principal jogador do Manchester City consegue ser o melhor de um torneio no qual outra equipe foi campeã e bem superior à dele.

>> Todas as colunas do Mauro Cezar Pereira; acesse!

Encerrado neste domingo, o campeonato inglês foi do Liverpool, um vencedor como poucos, com 99 pontos contra 81 do segundo colocado. O time de Jürgen Klopp fez 85 gols nas 38 rodadas, item no qual ficou atrás do Manchester City. A turma de Pep Guardiola balançou as redes 102 vezes, sendo que em 33 houve participação inequívoca de Kevin De Bruyne, com seus tentos e assistências.

O que dizer de um atleta que tem suas digitais em um terço dos gols marcados por um time que durante um certame de pontos corridos supera a casa da centena. Os três dígitos foram alcançados, em grande parte, graças ao belga de 29 anos, que vai além com seus passes que colocam companheiros em condições de servir a outros. Além disso tudo, foi o terceiro a mais roubar a bola entre todos no elenco dos Citizens.

Um dos algozes da seleção brasileira no Mundial da Rússia em 2018, De Bruyne é o modelo de jogador de futebol dos tempos atuais. Atua em todas parte do campo, com e sem a bola, tem participação ativa, integral, somada a um poder de decisão que só fica atrás de gênios como Messi e máquinas de decidir partidas, como Cristiano Ronaldo. Mas atualmente, em julho de 2020, o belga está jogando mais do que todo mundo. Do que os dois, inclusive.

***
O Atletiba na final do Campeonato Paranaense é cada vez mais certo. O Athletico goleou o Cascavel (5 a 1) e praticamente selou sua classificação. Após tudo o que se passou no mundo com a pandemia do novo coronavírus e a volta confusa do futebol, Dorival Júnior tem escalado o time principal. Em campo estiveram os jogadores que em poucas semanas jogarão Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e, possivelmente, Libertadores.

O Coritiba já vencia por 3 a 0 na metade do primeiro tempo, mas permitiu ao Cianorte descontar para 3 a 2 na etapa final, o que nos impede e ter quase certeza da presença do Coxa na decisão. Mas é certo que o adversário provável deverá ser bem diferente do que foi goleado no último clássico antes de o futebol ser paralisado. Nos 4 a 0 sofridos diante do rival em 15 de março, o Athletico utilizou 14 jogadores. Apenas Jajá participou de parte da partida deste domingo.

Participe da conversa!
0