O Athletico não tem o costume de investir alto em contratações. A política de se reforçar com jogadores em baixa ou que ainda não explodiram nem sempre funciona, tanto que os dois títulos de âmbito nacional do clube foram separados por 18 longos anos, do Campeonato Brasileiro de 2001 à Copa do Brasil do ano passado.

Mas as duas últimas temporadas foram bem sucedidas, com a conquista do mata-mata se somando à Sul-Americana ganha em 2018. Jovens revelações do Caju reunidas a atletas experientes e/ou buscando a reabilitação ou seu grande momento. Títulos e excelentes vendas marcaram os dois últimos anos do Furacão.

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Para 2020 o Athletico foi buscar por R$ 10 milhões (50% dos direitos) o colombiano Felipe Aguilar. Aos 27 anos, o ex-santista se transformou na mais cara contratação do clube em sua história. O zagueiro era extremamente importante no esquema de jogo do técnico Jorge Sampaoli em 2019, até cair de rendimento drasticamente.

Ele chega a Curitiba em baixa depois de uma segunda metade de temporada ruim, especialmente pelas falhas cometidas em jogos como o contra o São Paulo (derrota por 3 a 2). Aguilar errou em dois gols tricolores, por colocar a mão na bola dentro da área em pênalti convertido por Reinaldo e ao escorregar no meio do campo na jogada que permitiu a Alexandre Pato marcar.

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No empate com o Fortaleza (3 a 3), o Santos vencia por 3 a 0, Aguilar cometeu mais um tolo penal e errou na marcação a Wellington Paulista, que se antecipou facilmente a ele no segundo gol. Nos instantes finais, o colombiano tropicou na área, ficou caído e, consequentemente, não interceptou a bola. Então, Tinga empatou.

Foram falhas em série em curto espaço de tempo que comprometeram a situação de Felipe Aguilar no Santos. Ele joga pelo lado direito da zaga e fez 26 jogos em 2019 por Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana. Fez 38 tentativas de desarmes com 56% de aproveitamento, somou 91 rebatidas e 51 interceptações. Seu aproveitamento nos passes beirou os 90%. 

Aposta cara? Sim. Mas pode valer a pena.

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Impossibilitado de treinar os jogadores e em paz com a torcida depois dos 4 a 0 sobre o Athletico que valeram a liderança da fase de classificação do Campeonato Paranaense, o técnico do Coritiba, Eduardo Barroca, atua à distância, na medida do possível, para aprimorar o time. Ele vem trabalhando com lista de transmissão setorial e dando feedback do material por áudio. E os atletas interagem individualmente.

Sem poder treinar, Coritiba tenta aprimorar time à distância.
Sem poder treinar, Coritiba tenta aprimorar time à distância.| Albari Rosa/Gazeta do Povo

Foi dividido em três esse momento de pausa na interação. Primeiro com o reforço do modelo de jogo e de todos os padrões coletivos. Depois virão as correções individuais e vídeos com foco no desenvolvimento da posição de cada jogador. E por fim as referências externas de atletas que se destacam mundialmente fazendo aquilo que Barroca espera ver no Coxa, individual e coletivamente. Sim, os profissionais do futebol também podem trabalhar em casa nesses tempos.

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