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Daniel Alves, Rafinha, Adriano, Filipe Luís… Por que eles voltaram? Valem a pena?

Adriano, o Athletico, Daniel Alves, no São Paulo e Filipe Luís, no Flamengo: bons investimentos?
Adriano, o Athletico, Daniel Alves, no São Paulo e Filipe Luís, no Flamengo: bons investimentos?| Foto:
  • PorMauro Cezar Pereira
  • 04/08/2019 20:44

Rafinha, Filipe Luís, Pablo Marí, Adriano, Luís Adriano, Daniel Alves, Juanfran… Vários jogadores que atuavam na Europa, entre eles dois espanhóis, trocaram algumas das Ligas mais importantes do mundo para vestir camisas de times brasileiros. Veteranos em maioria, é fato, mas um movimento que não pode ser ignorado.

Os clubes brasileiros faturam como nunca, mas, devido às péssimas gestões da maioria, muitas boas oportunidades foram perdidas nos últimos anos. Mas há sinais dados por certas agremiações que, algumas mais, outras menos, escapam do lugar comum da (má) gestão, o que permite esses momentos de vitalidade, com tais transferências.

Apesar de serem, quase todos, atletas com mais de 30 anos de idade, todos teriam condições de seguir no futebol europeu, contudo, as propostas são financeiramente atraentes. E entre ganhar bem para defender equipes menores no "Velho Mundo" e ganhar bem também em times mais competitivos no Brasil e na América do Sul, ficam com a segunda opção.

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Essa onda de contratações poderia ser mais comum, acontecer há mais tempo. Para tal, bastaria que os dirigentes tivessem adotado, lá atrás, políticas minimamente austeras de administração, não gastando mais do que faturam, não avançando o sinal vermelho do endividamento. Sim, o problema não é contrair dívidas, mas não conseguir quitá-las.

O caso que mais chama a atenção em meio à volta de estrelas brasileiras aos clubes do país é o de Daniel Alves. Por sua excelente participação na Copa América, muitos acreditavam que o lateral-direito seguiria na Europa, com propostas irresistíveis de clubes grandes. Não foi o que aconteceu. Então surgiu um vácuo no qual se inseriu o São Paulo.

A contratação do capitão da seleção brasileira não merece ser discutida do ponto de visa técnico. Ela é, obviamente, excelente. Como duvidar do que Daniel Alves poderá fazer com a camisa tricolor? Contudo, o contrato até o final de 2022 merece uma reflexão, pois terminará meses antes do 40.º aniversário do atleta.

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Obviamente a decisão de voltar ao país, tomada por jogadores como ele, Rafinha, Filipe Luís e outros, está também conectada à duração do compromisso. Os times europeus não costumam acenar com mais de um ano ao renovar contrato com quem está em tal faixa etária, pois o atleta, obviamente, está perto do fim da carreira, que jamais se sabe quando será.

Para competir, e vencer, a disputa com os clubes da Europa, os do Brasil oferecem acordos mais longos, o que, no decorrer de duas, três, quatro temporadas, representa mais tempo jogando e faturando. É a garantia de mais tempo com renda elevada e em evidência, desde que física e tecnicamente sigam demonstrando tal capacidade.

O risco? Ficar por um, dois anos com jogadores caros no elenco que, de repente, deixam de render o esperado, pois o corpo, em algum momento, sinaliza que não há mais como prosseguir. Como esse momento é impossível de prever, o risco é real. Para o clube.

O jogador, por sua vez, pode sorrir com um contrato assinado que lhe garante ótimos vencimentos, mesmo que um dia vá parar no banco de reservas e de lá não saia mais.

Liderança santista

Jorge Sampaoli durante treinamento do Santos FC. Foto: Ivan Storti/Santos FC
Jorge Sampaoli durante treinamento do Santos FC. Foto: Ivan Storti/Santos FC| Santos FC / Fotos Públicas

A liderança do Santos já dura três rodadas, duas de maneira isolada. Sem o melhor elenco, perdendo jogadores no meio do campeonato, o time de Jorge Sampaoli segue na ponta e mostrou não apenas força como apetite ao massacrar o Goiás: 6 a 1 na Vila Belmiro. Um terço do Brasileiro se passou e o técnico argentino, tatuado que anda de bicicleta já amplia sua vantagem sobre perseguidores.

Jorge Jesus viveu seu batismo na retumbante vitória do Bahia sobre o Flamengo, em Salvador. Os 3 a 0 construídos no primeiro tempo, com gols de Gilberto, refletiram a ótima estratégia de Roger Machado para explorar a forma de atuar dos rubro-negros sob comando do português, que errou na escalação, com jogadores longe da melhor forma e precipitada estreia de Filipe Luís.

Jorge Jesus viveu batismo de fogo no Flamengo
Jorge Jesus viveu batismo de fogo no Flamengo| Gazeta do Povo

Coxa candidato e avaliação do Furacão

Cinco jogos invicto, três vitórias e dois empates, 11 pontos em 15 possíveis, o Coritiba se candidata à luta pelo acesso à Série A. Já o Paraná, após cinco triunfos seguidos, inclusive na casa do Coxa, não vence há três jogos e acabou sendo ultrapassado pelo rival.

TABELA: confira a classificação e os próximos jogos do da Série B

O Athletico vai colecionando experiências internacionais ao ganhar a Copa Sul-americana, além de disputar Recopa e Libertadores, nas quais foi batido pelo campeão sul-americana e pelo vice. Na derrota para o Boca Juniors, em Buenos Aires, muita posse de bola e raras finalizações ante tal volume. Lições que só valerão a pena se o clube souber delas tirar aprendizado real, com resultados práticos.

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