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Athletico x Flamengo: Supercopa colocará frente a frente vendedor e comprador

Athletico x Flamengo: Supercopa colocará frente a frente vendedor e comprador
| Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo e Alexandre Vidal/Flamengo
  • Mauro Cezar PereiraPor Mauro Cezar Pereira
  • 06/02/2020 12:57

Domingo, no clássico (1 a 1) com o Paraná, Dorival Júnior colocou os titulares do Athletico em campo, ao contrário do que o clube vinha fazendo no Campeonato Paranaense, conquistando, inclusive, os dois últimos com jogadores até 23 anos. Segunda-feira, apenas uma semana depois da reapresentação pós-férias dos titulares que jogaram o Mundial de Clubes, Jorge Jesus os mandou a campo em Resende 1 x 3 Flamengo.

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Ambos os treinadores tentam dar ritmo de jogo e aprimorar o entrosamento de suas equipes, que se enfrentarão no dia 16 pela Supercopa do Brasil, às 11 horas, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O duelo, uma novidade no calendário da CBF em 2020, coloca frente a frente o atual campeão da Copa do Brasil e o vencedor do último Campeonato Brasileiro. Ao vencedor, R$ 5 milhões de premiação, ao derrotado, R$ 2 milhões.

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As semelhanças entre os dois rubro-negros param por aí. Mesmo cada vez mais emergente e sólido como um dos times mais competitivos do país, disputando a Libertadores com frequência e com títulos nacionais (Copa do Brasil) e internacionais (Sul-americana), o Athetico segue vendedor, e negociou o zagueiro Léo Pereira justo com o rival da vez. Já o Flamengo é cada vez mais comprador e não para de se reforçar, como já fizera no começo e na metade do ano passado.

Em 2020 já chegaram ao campeão da Série A Gustavo Henrique, Léo Pereira, Thiago Maia, Michael, Pedro, Pedro Rocha... Apenas Pablo Marí saiu, entre os nomes relevantes. Deixaram o Furacão titulares como Léo Pereira, Bruno Guimarães e Marco Rúben. E jogadores que contribuíram no ano passado, casos de Marcelo Cirino, Madson e Thonny Anderson. Sem falar em coadjuvantes como Tomás Andrade, Braian Romero, Rossetto, Camacho e outros.

Léo Pereira e Bruno Guimarães na conquista da Copa do Brasil pelo Athletico. Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo
Léo Pereira e Bruno Guimarães na conquista da Copa do Brasil pelo Athletico. Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo| Albari Rosa

O Athletico foi buscar para o time principal Marquinhos Gabriel e Fernando Canesin, além de Carlos Eduardo, ex-Palmeiras, único com investimentos além de salários - o clube paga ao Palmeiras cerca de R$ 5 milhões por 20% dos direitos. Rony, desejado por Corinthians e pelos palmeirenses, acabou ficando, um sinal de reação necessário para quem pretende seguir entre os maiorais. Até quando o Furacão será um clube que monta e desmonta times?

O rubro-negro do Paraná não tem o poderio econômico do Flamengo, mesmo assim, com o que arrecadou em 2019/2020, entre premiações e vendas de jogadores, não seria absurdo imaginar o Athletico preservando alguns jogadores. Ou reinvestindo boa parte do que fatura. Como faz o preto e vermelho do Rio de Janeiro, que vendeu Léo Duarte, Vinícius Júnior, Paquetá, Reinier e outros, mas foi buscar Rodrigo Caio, Léo Pereira, Gérson, Arrascaeta, Gabigol…

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