O Paraná Clube teve de ‘suar sangue’ e contar com um golaço improvável do jovem Sagui (agora Gustavo Portela) para arrancar o empate por 1 a 1 contra o modesto Batel, na mais recente rodada da Segunda Divisão do Paranaense 2026.

Semiamador Batel que é apenas o vice-lanterna, com quatro pontos, brigando para não cair ainda mais um degrau na hierarquia estadual. O jogo, é claro, foi sofrível. Aliás, cada partida do Tricolor na atual temporada serve como prova do amor irrestrito de seu torcedor.

Ninguém esperava uma equipe brilhante, é verdade. No entanto, o que o time comandado por Tcheco vem apresentando até aqui assusta. Com a exceção de uma peça ou outra, o rendimento paranista não inspira o mínimo de confiança.

“O Paraná é o líder da primeira fase e está invicto”, argumentaria alguém absolutamente desprovido de senso crítico, cuja certeza reside estritamente na frieza dos números — algo comum no mundo do futebol contemporâneo, tomado de assalto pelos scouts e analistas de desempenho.

Gustavo Portela comemora primeiro gol profissional em partida do Paraná Clube
Atacante trocou carismático apelido Sagui e virou Gustavo Portela no Paraná Clube. Foto: Marcus Benedetti/PRC

Sim, o Tricolor deve avançar de fase e ir às quartas de final. A partir daí, no entanto, a Segundona entra em modo de sobrevivência, com dramáticos embates de mata-mata. E aí, o futebol limitado da equipe até aqui pode não ser o suficiente para evitar uma catastrófica eliminação precoce.

Até porque, com a chegada da SAF e as esperanças renovadas, não subir de divisão seria um desastre completo, além de mais um duro golpe no orgulho e alma tricolores. O time precisa acordar. E o torcedor, novamente, terá de empurrar a equipe no grito, assim como ocorreu em 2024.

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