Após o fracasso na Copa do Catar, com o declínio físico, técnico e psicológico de Neymar e a saída forçada de veteranos como Thiago Silva, a seleção brasileira foi obrigada a mirar o futuro.
Dentre as principais promessas nacionais, um nome brilhava acima dos demais: Vinicius Junior já era estrela do Real Madrid e, com a maturidade que ganharia nos próximos quatro anos, seria a esperança na Copa de 2026.
Teria, enfim, todo o protagonismo para si.
Pois bem, três anos já se passaram. E o Vini Jr do Real nunca desembarcou na seleção. Nem mesmo com a chegada de Carlo Ancelotti, responsável pelos melhores momentos do atacante ex-Flamengo no futebol europeu.
No time nacional, Vini é instável e, com uma frequência que assusta, apagado. Assim como Rodrygo que, mesmo em um degrau abaixo nas expectativas, não consegue decolar com a camisa amarela.
A hierarquia no futebol é construída não apenas com o talento natural de um atleta. Ela depende de uma série de outros fatores: liderança, solidez da carreira, títulos, atitudes decisivas tomadas em panoramas de extrema dificuldade, que geram a confiança dos companheiros.
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É justamente neste cenário que Estêvão furou a hierarquia da maior seleção do mundo e atropelou o status de Vini Jr antes do próximo Mundial.
Neste momento, após a vitória sobre Senegal e o empate contra a Tunísia, basta ter olhos para ver: a joia revelada pelo Palmeiras e agora no Chelsea é o principal nome do time de Ancelotti.
Tornou-se não apenas a referência técnica, mas vem demonstrando maior frieza e poder de decisão que seus colegas mais consagrados.
Se a seleção precisasse hoje de apenas uma bola para decidir a próxima Copa, que ela caísse na perna esquerda do menino Estêvão.