Adversária de Natália Silva na disputa pelo cinturão vago dos pesos-moscas do UFC, Wang Cong respondeu às críticas sobre sua presença na luta principal do UFC 332. A chinesa defendeu a escolha da organização e prometeu que a atuação das duas no octógono será suficiente para mudar a opinião dos céticos.

Natália, número 1 do ranking, e Wang se enfrentam neste sábado (3), no Delta Center, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. A brasileira ganhou a oportunidade de disputar o cinturão vago depois que Valentina Shevchenko deixou o posto por causa de lesões que devem mantê-la afastada por um longo período.

Wang promete resposta dentro do octógono

A presença de Wang na disputa pelo cinturão despertou questionamentos principalmente por sua posição no ranking e pela rápida ascensão dentro do UFC. Em entrevista ao MMA Junkie, porém, a chinesa afirmou que não considera injusta a oportunidade recebida.

“Não acho que seja injusto. O UFC tem o próprio plano, então eles sabem o que estão fazendo. Acho que vamos calar a boca deles com a nossa performance”, afirmou.

Wang chega embalada por uma sequência de vitórias e tenta aproveitar a oportunidade para acelerar sua ascensão na categoria. Natália, por outro lado, construiu um caminho mais longo até a disputa. A mineira não perde desde 2017 e se aproximou definitivamente do cinturão ao vencer a ex-campeã Rose Namajunas por decisão unânime no UFC 324.

Antes disso, também havia superado nomes como Jessica Andrade e Alexa Grasso. A diferença entre as trajetórias recentes ajuda a explicar por que parte do público questionou a escolha da chinesa. Mesmo assim, o UFC decidiu colocá-la diante da brasileira no combate que definirá a nova campeã dos pesos-moscas.

Rival de Natália já pensa em Shevchenko

Wang também comentou sobre Valentina Shevchenko, adversária que inicialmente imaginava enfrentar pelo cinturão. As duas possuem uma história anterior. Em 2015, a chinesa derrotou Shevchenko em uma luta de kickboxing.

“Originalmente, pensei que disputaria o título contra Valentina. Mas tudo bem. Agora é a minha hora de conquistar o cinturão e, no futuro, ela poderá me desafiar”, disse Wang.

A chinesa ainda afirmou que não considera necessário derrotar Shevchenko no MMA para legitimar uma eventual conquista do cinturão. Antes de pensar nesse reencontro, porém, Wang terá de passar por Natália Silva. A brasileira chega ao UFC 332 como principal colocada do ranking e diante da maior oportunidade de sua carreira.

Para a chinesa, o desafio é duplo: conquistar o título e provar, dentro do octógono, que as críticas à sua escolha como desafiante estavam erradas.

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