Primeiro card do ano, o UFC 324 teve um saldo positivo para o Brasil, que contou com três representantes no octógono na noite de sábado (24), em Las Vegas: Natalia Silva, Jean Silva e Deiveson Figueiredo. Foram duas vitórias e uma derrota.
O resultado negativo ficou na conta de Deiveson, que fechou o card preliminar com a luta contra Umar Nurmagomedov, segundo colocado na categoria peso-galo —no sexto lugar, o brasileiro estava tentando pegar o elevador para o topo.
Depois de passar o primeiro round inteiro sem nenhum golpe significativo, Figueiredo conseguiu uma breve reação no final do segundo assalto, além de tentar pegar o pescoço do russo para uma possível finalização. Umar, no entanto, impôs seu grappling na reta final do duelo, convencendo de vez os juízes, que lhe deram a vitória de forma unânime.
Vitórias no card principal
Logo na sequência, Jean Silva abriu o card principal do UFC 324 diante de Arnold Allen, sexto colocado no ranking dos penas. Depois de três rounds de uma luta em pé bastante intensa, com cruzados, chutes e cotoveladas giratórias conectados de ambos os lados, o paranaense chegou até a pular nas costas do norte-americano.
O Lord se emocionou bastante no fim da luta, antes mesmo de saber o resultado oficial: vitória por decisão unânime. Ao pegar o microfone, ele explicou que Allen é um de seus ídolos e, se pudesse, teria evitado a luta.
“Tem um cara de verdade aqui, é esse cara! Quando eu estreei no profissional, ele já estava aqui. Eu falei que nunca lutaria com um cara que é meu ídolo, eu não falo isso na internet, mas é difícil lutar com quem eu gosto e eu realmente gosto dele”, disse.
Depois de latir um pouco, Silva mandou o recado: “Não quero saber quem vai ser campeão. Avisa quem pegar o cinturão, o próximo sou eu”, cravou. Com a vitória, ele deverá entrar para o top 5 da divisão.
Em seguida, foi a vez de Natalia Silva, que ocupa o segundo lugar no peso-mosca feminino. Ela encarou Rose Namajunas, um dos nomes mais fortes da categoria, em um title shot, e venceu com um volume de golpes contundentes bem maior que o de sua adversária.
Sem parar de se movimentar e com muita velocidade, a brasileira conseguiu se defender de quase todas as tentativas de queda da adversária, que tem um chão muito forte. A vitória também foi por decisão unânime depois de três rounds.
“Todos estavam me colocando como muito favorita, só que não é assim que funciona. A Rose é uma grande atleta e eu sabia que essa luta ia ser a mais difícil da minha carreira”, admitiu a mineira.
Com esse resultado, Natalia deve saltar para a primeira colocação, sendo definitivamente a próxima desafiante do cinturão de Valentina Shevchenko.