Prestes a fazer seu retorno ao octógono depois de cinco anos, com uma segunda luta contra Max Holloway no UFC 329, no próximo sábado (11), Conor McGregor foi condenado por estupro em novembro de 2024 pela Justiça da Irlanda.
O caso aconteceu em dezembro de 2018, quando a vítima, Nikita Hand, se encontrou com o lutador após uma festa e foi com ele para a cobertura de um hotel em Dublin. De acordo com o relato dela, Conor a agrediu fisicamente e forçou o ato sexual, chegando a enforcá-la três vezes.
A acusação de Nikita conta com provas como exames de corpo de delito, fotos dos hematomas causados por McGregor e o depoimento de um médico atestando que todas as lesões são compatíveis com o relato da vítima. Além disso, um exame de DNA também comprovou que o atleta teve relações sexuais com ela.
Um júri composto por oito mulheres e quatro homens decidiu pela condenação do ex-campeão. Em julho de 2025, a equipe de defesa de Conor McGregor recorreu da condenação, mas o recurso foi rejeitado em totalidade pela Corte de Apelação da Irlanda.
Por que McGregor não foi preso?
Apesar da condenação na Irlanda, McGregor nunca correu o risco de ser preso, porque o processo foi aberto em natureza civil. O ex-campeão do UFC foi sentenciado apenas a pagar uma indenização de 250 mil euros (R$ 1,4 milhão, na cotação atual) para a vítima.
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Mesmo com o resultado desfavorável no tribunal, Conor continuou negando que tenha violentado Nikita Hand sexualmente, apesar de ter admitido que houve o ato sexual. O lutador afirmou que se arrependeu apenas de ter traído sua esposa, Dee Deven, que o acompanhou e apoiou durante todo o processo.
Ilia Topuria chegou a repudiar o crime cometido por McGregor nas redes sociais, mas posteriormente, acabou deletando a publicação. O UFC nunca fez comentários oficiais sobre o caso.
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