Com duas vitórias por finalização desde sua estreia no UFC, menos de um ano atrás, Bia Mesquita já entrou para o ranking peso-galo feminino e está indo para sua terceira luta, mostrando que chegou para brigar pelo topo da categoria.

A divisão é uma das mais travadas da organização, já que o top-2 é formado por lutadoras que entram em ação apenas uma vez por ano: Julianna Peña e Raquel Pennington, além da campeã Kayla Harrison, que se recupera de uma cirurgia.


“Acredito que no momento em que elas lutarem, vai ter uma renovação no topo. É o que todas nós, que estamos chegando, brigando por espaço, estamos esperando: a oportunidade de mostrar nosso potencial e renovar a categoria”, analisou, em entrevista ao UmDois Esportes.


No próximo sábado (20), a brasileira encara a não ranqueada Melissa Mullins no UFC Vegas 119. A luta foi negociada antes de Bia estrear no ranking, mas ainda é vista por ela como uma grande chance de mostrar seu potencial para ser campeã.

“Meu objetivo é buscar mais experiência e me preparar cada vez mais para buscar o cinturão. Independentemente de quem estou enfrentando, cada vez que eu piso no octógono, posso mostrar uma versão melhor de mim”, explicou.

De olho no top-10

Atual 13ª colocada no peso-galo feminino, Bia Mesquita pretende fazer mais uma ou duas lutas depois de encarar Melissa, ainda em 2026, para fechar o ano dentro do top-10. A estreia dela aconteceu em outubro de 2025, no UFC Rio.

“Se tudo der certo, a luta acabar rápido, mais uma vez sem me lesionar, vou tentar lutar mais esse ano para começar 2027 mais próxima do cinturão. Tenho me mantido ativa, treinando o tempo todo, para quando surgir uma oportunidade, eu estar preparada”, contou.

Desde que fez a transição do jiu-jitsu para o MMA, a carioca ainda não descobriu o que é uma luta de três rounds. Todas as suas vitórias foram pela via rápida, no máximo no segundo round. Isso explica a falta de lesões e disponibilidade em lutar entre três e quatro vezes ao ano.

“A mentalidade não mudou, o fato de eu ser bem agressiva e buscar acabar a luta o mais rápido possível. Eu era assim no jiu-jitsu e consegui trazer isso para o MMA. Ninguém quer fazer uma guerra de cinco rounds”, brincou.

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