Foi o título mais festejado pelo Coritiba desde a conquista do Campeonato Brasileiro da Série A em 1985. Tendo sido duas vezes campeão da Série B, sem maiores alardes, desta feita a eterna e saudável rivalidade entre as torcidas de Athletico e Coritiba provocou uma festança no Alto da Glória e em tantos outros redutos coxas.

Tudo porque o título não aconteceu no seu estádio na penúltima rodada, como era esperado, e abriu-se uma pequena possibilidade de acontecer uma zebra no final com o Athletico campeão. Foi o que bastou para deixar dirigentes, jogadores e torcedores do Coritiba extremamente felizes com o terceiro título da segundona nacional.

Até com direito a ironias e insinuações contra o maior adversário. Agora, após acesso, título e provocações, a dupla Atletiba encara a realidade do futuro.

Um futuro que se espera com menor volume de solavancos e surpresas desagradáveis, como aconteceu com a dupla nos últimos dois anos.

O Furacão desceu do pedestal de campeão brasileiro da Série A, bicampeão da Copa Sul-Americana, três vezes finalista da Copa do Brasil e um título, duas vezes finalista da Copa Libertadores da América e inúmeras vezes campeão estadual nos últimos anos, sendo rebaixado bem no ano em que comemorava o seu centenário.

O técnico Odair Hellmann saiu-se muito bem no comando do time e, provavelmente, após a comemoração da subida já deve ter passado para a diretoria sua relação de prioridades para a reformulação do elenco.

A base é boa, surgindo o meio de campo como o maior problema pela falta de jogadores criativos, e com algumas contratações pontuais o Athletico pode apresentar rendimento mais equilibrado no próximo ano.

O técnico Mozart saiu-se melhor ainda no comando do Coritiba, tanto que após alguns ajustes no grupo de jogadores, o time manteve-se quase em todas as rodadas como integrante do G4, culminando com a confirmação do primeiro lugar e o título na rodada final.

Seguro na defesa, com boa movimentação no meio de campo, a maior dificuldade tem sido o ataque, muito ineficiente e, obviamente, com a necessidade de contratações para a próxima temporada.

A leitura das necessidades técnicas da dupla Atletiba, para cumprir bom papel na Série A e nas demais competições programadas, é simples e de fácil entendimento. Mãos à obra, portanto.

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