Para superar a turbulência de passar alguns anos sem o título estadual, de frequentar a Série B do Campeonato Brasileiro e de ter perdido o presidente recém eleito – Renatinho Follador – vítima da Covid-19, o Coritiba teve de percorrer longa trajetória.

Assumiu o vice-presidente Juarez Moraes e Silva com o compromisso de levar adiante a proposta administrativa da nova diretoria.

Até agora observamos a realização de um trabalho sério, objetivo e abrangente, pois como todos sabem é delicada a posição econômica e financeira do clube.

O primeiro passo foi dado com a aprovação dos associados para a adesão à Sociedade Anônima do Futebol (SAF), que sintetiza a esperança de recuperação do futebol brasileiro. Não será tarefa fácil, mas temos que considerar como um avanço jurídico na complicada gestão da maioria absoluta dos times brasileiros.

E, no futebol, com a permanência do técnico Gustavo Morínigo, que está com o elenco nas mãos há muito tempo, e a contratação do experiente René Simões, as coisas evoluíram bastante.

Com um elenco enxuto, sem grandes estrelas, mas com alto grau de profissionalismo e dedicação o Coritiba preparou o caminho para o título.

Passou nas semifinais pelo tumultuado Athletico, com péssimo planejamento na sua pré-temporada, e vai encarar o competitivo Maringá na decisão do campeonato.

Considero o Maringá uma boa equipe, mas vejo o Coxa com maiores recursos técnicos para ficar com a taça.

O goleiro Muralha tem dado conta do recado, a zaga mostra-se segura sob a liderança do categorizado Henrique, o meio de campo está bem entrosado e o ataque conta com o artilheiro Léo Gamalho e, agora, com o desconcertante Alef Manga.

Esperamos que as duas partidas finais consigam recuperar o prestígio do Campeonato Paranaense, tão desgastado nos últimos anos.

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