Renato Follador, presidente do Coritiba, 67 anos, morreu neste sábado (3) após complicações em decorrência da Covid-19. O engenheiro estava internado no Hospital do Rocio, em Campo Largo, cidade próxima à Curitiba.

O corpo do presidente do Coritiba será cremado neste domingo (4), às 11 horas, em solenidade restrita aos familiares. O local será o Crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

No dia 12 de junho, um sábado, Follador teve de ser intubado, depois de piora em seu quadro de saúde. O dirigente foi internado no dia 1º de junho e acabou transferido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dois dias depois. O mandatário havia recebido a primeira dose da vacina em abril.

Monique Silva/UmDois Esportes
Monique Silva/UmDois Esportes

Histórico no Coritiba

Com 67 anos, o presidente do Coritiba assumiu o cargo no fim do ano passado ao vencer as últimas eleições do clube com 75% dos votos. Follador obteve 2696 votos – 75,77% dos 3570 votos válidos. João Carlos Vialle fez 680 votos (19,11%), enquanto Samir Namur conquistou 182 (5,12%).

Especialista em previdência privada e com atuações no ramo publicitário, Follador foi atleta do Coritiba, décadas antes de se tornar presidente. Filho do ídolo Renatinho, destaque do Coxa na década de 1950, estreou profissionalmente pelo clube do coração em 12 de abril de 1973, após quatro anos nas categorias de base.

Jogou até 1975, quando não aceitou a renovação de contrato pelo presidente Evangelino da Costa Neves.

Renato Follador.
Renato Follador.

No ano seguinte, Follador defendeu o amador Trieste, de Santa Felicidade, mas acabou retornando ao Alto da Glória em 1977, a convite do histórico supervisor de futebol Hélio Alves. Entre Paranaense, Brasileiro e amistosos, disputou 32 partidas pelo Coritiba. De acordo com o grupo de pesquisas Helênicos, foram 25 jogos oficiais, sem gol marcado.

Em entrevista em dezembro de 2020 ao UmDois Esportes, Follador falou sobre o momento em que deixou os campos: “Parei por causa da não valorização, algo que acontecia com os pratas da casa naquela época. Com isso, somado à lesão, optei por parar. Meu pai falou para cair fora porque não iriam me valorizar”.

Antes de tornar-se presidente, Follador esteve dentro do clube durante parte da gestão de Rogério Bacellar (2015-2017).

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