Confirmaram-se as expectativas das duas maiores torcidas do futebol paranaense: na última rodada da Série B, o Coritiba garantiu o título, enquanto o Athletico confirmou o acesso à Primeira Divisão.
No caso do Coxa, havia uma sensação de “querendo mais” após o enfadonho empate na rodada passada, mas a equipe estava pronta para comemorar a subida e a conquista do terceiro título da Segundona nacional. Com o triunfo de 2 a 1 sobre o Amazonas, o time do técnico Mozart não só assegurou o primeiro lugar como se destacou pela melhor performance ao longo da competição.
Pode-se argumentar contra o trabalho de Mozart, citando empates em casa, ineficiência ofensiva e outros pontos, mas o fato é que o Coritiba subiu de novo, sobrou na turma e merece todos os méritos pelo primeiro lugar conquistado.
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Torcida do Athletico celebra acesso após ano sofrido
No caso do Furacão, a torcida compareceu em massa, mais de 42 mil pessoas na Arena da Baixada, demonstrando a grandeza, o amor e a fidelidade do torcedor atleticano. A festa celebrou a vitória e a confirmação do acesso após um ano intenso e sofrido.
O sofrimento se deveu, principalmente, a erros da diretoria na escolha do primeiro treinador e na formação do elenco no início da temporada. Foi necessária uma recuperação nos últimos quatro meses, com a contratação de reforços de qualidade e, especialmente, do técnico Odair Hellmann, grande responsável pela campanha reabilitadora.
Não que o Athletico tenha formado um time excelente; muito pelo contrário. O elenco melhorou porque a base inicial era frágil. Além disso, a diretoria continua devendo: autorizou o uso de uma camisa considerada feia no jogo decisivo, desprezando a história e a tradição do clube centenário, que sempre apresentou camisas bonitas, usadas com orgulho pelos torcedores nas arquibancadas, com as clássicas listras rubro-negras.
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Mau gosto dos atuais cartolas à parte, o Athletico realizou um bom primeiro tempo e mereceu o gol da classificação, marcado brilhantemente pelo jovem João Cruz, disparado o melhor em campo.
Na primeira metade do segundo tempo, o Furacão administrou sua superioridade sobre o frágil América-MG, mas, inexplicavelmente, recuou e sofreu pressão perigosa, além de expor a fragilidade técnica de jogadores como Viveros e Mendoza, que não se destacaram nas chances de contra-ataque. Com mais habilidade dos atacantes, o resultado poderia ter sido uma goleada.
Sufoco, emoção e todos os ingredientes de uma despedida honrosa da sofrível Série B. Agora, resta atenção à reformulação do elenco para acabar com o sofrimento na próxima temporada.