Cada vez mais me convenço de que, tristemente, o futebol de alegria do povo, show de bola e festa dos estádios, transformou-se em um grande negócio financeiro, político e, também, para aliviar a fogueira das vaidades dos dirigentes e profissionais em geral.

Comecei a ficar desconfiado dos altos interesses econômicos e políticos quando a Fifa resolveu patrocinar uma Copa do Mundo com 48 seleções a ser disputada em três países.

Para agravar a questão um dos países sedes – os Estados Unidos – entrou em guerra com um país visitante – o Irã -, algo inédito e absolutamente surreal para quem estava acostumado apenas com a salutar prática esportiva em um torneio que reunia as melhores equipes do planeta.

Por falar em melhores equipes, outro fenômeno observado é de os favoritos encontram maiores desafios neste Mundial do que nos anteriores.

Primeiro, porque tornaram-se raros os verdadeiros craques em profusão, consequentemente os chamados supertimes em contraste com a evolução, em todos os sentidos, das seleções consideradas pequenas, fracas ou sem importância no mercado.

Jogadores da Espanha lamentam mais uma defesa do goleiro Vozinha, herói de Cabo Verde. (Foto: Efe/Abacapress.com/ Lavandeira Jr./IconSport)

Tudo porque os considerados pequenos evoluíram muito, com o intercâmbio de jogadores, contratações de executivos, treinadores e outros membros das comissões técnicas dos considerados países mais evoluídos. O resultado tem sido a superação tática, técnica e física de muitos times que não faziam parte das previsões dos entendidos, ou dos simples apostadores em geral.

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Quanto a nós, acompanhamos a eclosão de uma crise política da CBF, com o desgaste do atual presidente Samir Xaud que, ao ameaçar tentar a reeleição, mexeu no vespeiro dos cartolas que dominam o futebol brasileiros há décadas, com escândalos de todos os modelitos, além de outras cositas não recomendáveis, como a do voo da alegria para dirigentes dos clubes que foram ver a Copa ao vivo e a cores.

A seleção brasileira teve bastante tempo para superar a ansiedade da estreia e agora jogar bola. Pelos menos a justificativa encontrada pelo técnico Carlo Ancelotti e a maioria dos jogadores foi a de que a ansiedade atrapalhou o time sem entrosamento, sem padrão de jogo e sem uma escalação definitiva.

Menos mal, que o próximo adversário será o Haiti, um daqueles adversários considerados frágeis e, portanto, fáceis de serem batidos. Vamos conferir, afinal está tudo no pacote!

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