A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) convidou os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para uma programação nos Estados Unidos, que inclui a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo. No entanto, Athletico e Coritiba decidiram não enviar representantes para o encontro.

O presidente Mario Celso Petraglia, do Athletico, não aceitou o convite e também sequer escolheu outro representante para a viagem. Já o Coritiba realizou uma agenda com a CBF no Rio de Janeiro na semana da partida contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, e também optou em não viajar. As informações foram divulgadas pelo ge.globo.

Por outro lado, Operário e Londrina, representantes paranaenses na Série B, estão nos Estados Unidos para a programação da CBF. O Fantasma enviou o presidente do Grupo Gestor, Álvaro Góes, enquanto o Tubarão levou Guilherme Bellintani, dono da Squadra Sports, que comprou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.

Durante as viagens, os presidentes dos clubes e das Federações vão conhecer a Major League Soccer (MLS), liga de futebol dos Estados Unidos, para ajudar na implementação da liga única no futebol brasileiro. Eles permanecem em um dos países-sede da Copa do Mundo até o próximo domingo (14).

CBF trabalha para a criação de única liga no Brasil

Atualmente, as equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro estão divididas em dois blocos: a Libra e a Futebol Forte União. O primeiro encontro para a unificação aconteceu em abril, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e contou com as presenças de Athletico e Coritiba.

Durante a reunião, a CBF mostrou para os clubes um estudo que mostra como o Campeonato Brasileiro está desvalorizado em comparação com as principais ligas do futebol internacional. Entre os tópícos que demandam melhoria estão calendário, tempo de jogo, estádio (público, segurança e infraestrutura), transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de jovens talentos, governança do regulamento e situação financeira dos clubes.

Uma crítica apresentada é que 80% dos jogos no futebol brasileiro são noturnos contra 25% na Inglaterra, 30% na Alemanha e 60% na Espanha. De acordo com a CBF, o horário tardio para as partidas no Brasil pode ter um impacto no público presente nos estádios, que também é menor em comparação com as outras ligas.

A CBF ainda vai deixar para a nova liga resolver os assuntos mais polêmicos do futebol brasileiro, entre eles o uso do gramado sintético. Atualmente, Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras usam o campo que não é natural e lutam pela permanência, apesar da maioria ser contra.

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