O Athletico era um dos piores visitantes do Brasileirão. E o seu treinador, Odair Hellmann, dizia: “Fomos prejudicados pela paralisação para a Copa”. Então, pergunto: vencer o São Paulo de virada, por 2 a 1, em Bragança Paulista, estaria no campo do imprevisível?

Talvez a resposta seja positiva, ainda mais porque a vitória foi construída com dois gols, nos seis minutos iniciais da etapa final, de quem menos se esperava no ataque do Furacão: Leozinho, cuja única, e irritante, referência continua sendo sua origem salonista, fato que muitas vezes o desconsidera pelo que produz em campo.

Mas, imprevisível, inesperada ou qualquer que seja o adjetivo atribuído à vitória, sua principal mensagem aumentou a esperança da maior torcida do Paraná para a sequência do campeonato: o Athletico voltou a jogar ainda melhor do que jogava antes da Copa do Mundo.

Leozinho marcou dois gols sobre o São Paulo. (Foto: Reuters/Folhapress).

Antes da paralisação, longe da Baixada, recuava para se defender quando estava à frente no placar. Assim, em regra, acabava pressionado e não resistia. Agora, defende-se sem recuar. No segundo tempo, em Bragança Paulista, já com a vantagem de 2 a 1, sua atuação foi excepcional. Com duas linhas de cinco protegendo a defesa, mas avançando quando tinha a bola, neutralizou o São Paulo. Assim, o domínio do adversário na posse de bola não teve qualquer resultado prático.

Contra o Internacional, no sábado, o torcedor tem mais um motivo para ir à Baixada. À saudade de rever o Furacão soma-se a curiosidade de acompanhar um time que voltou a integrar o grupo de elite do Brasileirão, sem nenhum casuísmo. Agora, como terceiro colocado.

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