Fortaleza, Brasileirão: Fortaleza 0x0 Athletico.

Certa vez, escreveu Nelson Rodrigues: “Não há nada mais triste do que o zero a zero”. Se o grande mestre tivesse visto o 0 a 0 do Castelão, iria chorar, porque foi de chorar.

Talvez, de tantos jogos horríveis nesse Brasileirão, foi o pior. Mas essa é uma questão que não se limita a Athletico e Fortaleza, mas a todos nós. À exceção do Palmeiras, todos são Athletico e Fortaleza.

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Quem diria há um mês que a ausência de Pablo seria sentida pelo Furacão? Aconteceu: sem Pablo, o time perdeu a referência no meio-campo e no ataque. Sem Pablo, desconfigurou-se. Léo Cittadini, a “menina dos olhos” de Felipão, nada produziu no meio.

Cuello, outra vez, mostrou as limitações. E sem ninguém capaz de reter a bola a partir da intermediária, o time parecia um condenado entregando-se ao carrasco.

A sorte que esse era o lanterna Fortaleza, e que o goleiro Bento definitivamente mandou Santos para a história. A prova foi a defesa com os pés na conclusão de Pikachi.

E foi assim do começo ao final.

Felipão até tentou criar alternativas diferentes. Com Pedrinho na esquerda junto com Abner, fechou o buraco que há tempo existe.

Tentou dar uma referência com Matheus Babi. E depois com Marcelo Cirino. De repente, pensou Felipão, sobra uma bola... e gol. E que bola sobrou! Só que caprichosa e orgulhosa não quis entrar no “lençol” que Matheus Babi deu no goleiro Boeck.

No final do jogo, o empate já era o limite. Bento sabia e conseguiu mantê-lo. Como cada jogo é um jogo, vida que segue.

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