Não importa saber o fato de fundo que motivou o goleiro Wilson a ir embora do Coritiba. As razões familiares que ele argui interessam somente a ele e aos seus.

A partir daí, a questão passa a ser outra e, ai, sim, ganhando interesse público: ao ficar sem Wilson, qual é o tamanho da perda do Coritiba?

Como no futebol tudo é imediato, qualquer análise tem que partir do histórico de Wilson no Coxa. Em sete anos, as conquistas foram limitadas a Estaduais. Nos campeonatos nacionais, o Coritiba jogava para não ser rebaixado, ou na Segundona, para voltar ao Brasileirão.

Em qualquer das situações, Wilson tinha que intervir para dar soluções. Bem analisada a campanha do Coritiba para voltar ao Brasileirão, vai se descobrir que na última parte do torneio, Wilson foi quem resolveu.

E aí é preciso que a análise vá mais ao fundo. Irá se concluir que Wilson foi uma espécie de “vitima” do Coritiba. Durante todos esses anos foi quase uma raridade técnica.

Se Wilson jogasse o que jogou em um Coritiba forte e vencedor seria da linhagem de Célio Maciel, Joel Mendes, Jairo e Rafael.

Entendo que a perda imediata para o Coritiba não é pequena. Em Wilson, o Coxa tinha um excepcional goleiro, e agora não tem mais. Seu reserva Muralha não é confiável, por ser instável. E goleiro é a única posição que só exige certeza e não dá espaço para dúvidas. E só se torna certo com o tempo.

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