O torcedor do Athletico não deve estar surpreso com a convocação de Santos para ser o goleiro olímpico do Brasil, em Tóquio. Eu, da minha parte, respondo que não, porque Santos é o maior goleiro que joga no futebol brasileiro. Superior, inclusive, à Weverton, embora esse seja mais cotado por jogar no Palmeiras. Foi, portanto, apenas questão de justiça.

Mas, surpreso ou não, o torcedor atleticano está feliz? De início, concordo: a convocação de um ídolo que nos é próximo provoca orgulho. Ainda mais tratando-se de goleiro, única posição cujo pressuposto para ganhar é o da confiança absoluta do comando.

De minha parte, desconfio que não estou feliz. A resposta pode até ter um fundo egoísta por parecer que se busca a prevalência do interesse exclusivo do Furacão, tornando marginal o interesse individual de Santos.

Embora todo o torcedor seja egoísta, não é esse o princípio da resposta. É outro, bem objetivo. Pode faltar qualquer um, em qualquer posição, que haverá alguém. Com Santos, não. E, não é apenas por ser o maior goleiro do futebol brasileiro. Mas, por ser, no Athletico, a figura irradiadora de um facho de luz que vem iluminando o Furacão para o caminho de conquistas. Tem, assim, a rara virtude que torna algumas pessoas especiais em definitivo, e insubstituíveis, em certos momentos.

Agora, concluo, que a felicidade de Santos e por Santos deve prevalecer, qualquer que seja a consequência da sua ausência.

Ser goleiro de seleção foi para Santos uma consequência natural das suas virtudes e da grandeza do Athletico. Nunca fez prevalecer a sua individualidade e os seus interesses para buscar a valorização, ao contrário de Weverton.

Conclusão:  a seleção é ótima para Santos, e para o Athletico.

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