Certa vez, repórter de rádio, depois de uma vitória sobre o Coritiba (1x0, gol de Taquito), perguntei ao saudoso Anibal Khury: “Presidente, agora o Atlético vai?” Com a sua lucidez para responder de pronto, falou: “Meu caro, o Atlético é uma força em marcha. Eu só não sei se é para frente ou para trás”.

Quando se ganha as duas partidas em fase eliminatória, não há dúvidas, há virtudes. Nem se atribua que o time colombiano é fraco, que seria time de segunda no Brasil. Pois a virtude do Furacão foi exatamente essa: seguir em frente, sem traumas.

Mas a sua conduta é tão variável, o seu comando técnico provoca situações tão controvertidas que, às vezes, não dá para afirmar para onde marcha.

Lembrei dessa passagem vendo o Furacão fazer um primor de jogo na etapa inicial dessa vitória por 4 a 1 na Baixada. Provou que a sua conduta é tão variável, às vezes, tão contraditória, que provoca dúvidas em seu torcedor

Ganhou de 4 a 1, mas, bem que poderia ter alcançado uma goleada história. Jogar para isso, jogou. Mas esbarrou nos gols perdidos de Matheus Babi, R$ 12 milhões.

Impôs a sua autoridade sobre o América com um futebol tão brilhante através de Nikão, Terans e Vitinho, que se fosse o seu natural, seria possível apostar no título.

O gol de Vitinho aos 25 minutos de jogo foi uma dessas preciosidades que merecia a Baixada lotada. Nikão conduziu a bola da intermediária pela direita, fez uma linha de passe com Terans pelo meio, e lançou Vitinho que, pela esquerda completou para o gol. Tudo muito rápido, perfeito, sincronizado, parecendo um programa de computador.

Na etapa final, nem o gol de Adrián Ramos, que empatou para o América (de pênalti), provocou dúvidas na classificação rubro-negra.  É que, pela supremacia de jogo, seria natural o segundo gol de Vitinho, que veio aos 25 minutos, um pênalti para Nikão marcar, como ocorreu aos 33 minutos e, ainda, o arremate com o quarto gol pelo improvável Canesin.

Vitinho foi o herói.

Nikão, o melhor.

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