O cartola Rogério Caboclo afirma que a CBF não irá submeter o calendário do futebol nacional aos efeitos da pandemia. Exibiu-se com a coragem de um covarde.

É que ao invés de assumir a responsabilidade de não desintegrar o calendário, Caboclo transferiu-a para a Globo. E em resposta, essa nega exercer qualquer influência por respeitar os protocolos sanitário.

Nesse jogo de culpa, a CBF e a Globo são parceiras. Aquela nada mais é do que a locutora dos clubes e a executora dos interesses dessa. A televisão (e aí não é só a Globo, mas a Record e o SBT) os manipula, condicionando o pagamento ao jogo jogado e transmitido, zerando o seu risco de perda.

Se a pretensão da televisão fosse a de solidariedade aos protocolos sanitários, deveria correr riscos.

É o sistema em que a supremacia da CBF e da televisão engoliu definitivamente os clubes. Todos, sem exceção, próprio de um futebol pobre.

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