Um futebol rústico, marcado, pegado, truncado e que tem no erro adversário a esperança de ganhar, é a proposta definitiva do Athletico para terminar o ano.

Com ele, foi possível eliminar o Flamengo e ir à final da Copa do Brasil contra o Galo. Através dele, foi possível ganhar do Bragantino, em Montevidéu, e conquistar o bi da Sul Americana; e, com ele, a partir do empate com o São Paulo (0x0) com certeza vai somar os pontos para resolver essa pendência incômoda que o aproxima da zona de rebaixamento, no Brasileirão.

Esse futebol que o Furacão joga é um mau exemplo? Essa sua proposta de jogo nada mais é do que uma regra geral do futebol brasileiro. O seu baixo nível técnico, que fez rarear as individualidades há tempo, obriga a ter como prioridades o sistema de defesa e de marcação no meio campo.

Flamengo e Atlético Mineiro, que teriam obrigação de ser exemplos pelo padrão europeu de investimentos, só o são eventualmente.  

Mesmo, assim, são exceções se analisados dentro do âmbito interno. Comparados ao futebol dos grandes times da Europa, devem ser tratados como periféricos a nível mundial. Aliás, a própria Seleção da CBF adota esse sistema, transformando as funções de defender e marcar em mais relevantes do que atacar, mesmo tendo Neymar.

O resumo está sendo a escolha do “craque” do ano. Será Hulk, um atacante exótico, de futebol grosso e de lucidez limitada. Veio para encerrar a carreira no Brasil, mas entrando nesse deserto detalento, transformou-se em “craque” e ídolo.

O Athletico é que deve se autocriticar.

Essa forma que estão jogando não é a dos princípios que há tempo quer adotar, que é ganhar jogando bonito. A sua virtude foi ter a consciência dos seus limites técnicos. Quando esses são reduzidos, vive-se à base da compensação da ordem tática, mesmo contrariando o método adotado como regra.   

Paulo Autuori não gosta mandar o Athletico jogar como está jogando. Mas obriga-se a fazê-lo diante da limitação individual.

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