Na Baixada, pela Sul-Americana, Athletico 1 x 0 Metropolitanos.

Escrevi, aqui, que se não houvesse surpresa, o Furacão iria prestar a sua obrigação: ganhar, e de goleada. E tinha como motivo a criancice do Metropolitanos.

Já escrevi umas vinte vezes que é difícil analisar esse Athletico. Não se sabe se o time é de jogadores limitados, se não tem técnico, ou se não tem nenhum dos dois.

Esse jogo deixou tudo mais confuso. Afinal, venceu um jogo de futebol no qual o que interessa é a vitória. Mas, para vencer esse primitivo Metropolitanos pelo simplório 1 a 0, teve que recorrer ao acaso. Sem qualidade de arremate para impor a sua supremacia, o Furacão teve que buscar o reserva Khellven para criar a jogada que resultou no gol de Kayzer.

Se eu afirmar que o Furacão jogou mal estou me enganando e enganando o torcedor. É, aí, que vem a questão: para ganhar de 1 a 0 do Metropolitanos, o Athletico se obrigou a jogar tudo o que no momento pode, e inclusive, ir à exaustão.

O seu jogo foi o jogo sempre esperado. A troca de passes laterais criava um pleno domínio. A bola que Vitinho chutou na trave e a que Abner chutou contra o goleiro, criaram a ilusão de supremacia no primeiro tempo.

Athletico melhorou com as mudanças no segundo tempo

Com Khellven na direita, Erick no meio e Cittadini fora, até que o time melhorou. Mas o gol de Kayzer, em jogada que começou com a bola longa de Thiago Heleno, foi o limite do sentido prático da sua supremacia. E, ainda, passou o risco de sofrer o empate com o gol perdido por Marco Bustillo.

Às vezes, o cronista pratica essa pior espécie de otimismo: antes de um jogo, escrevendo em tese, projeta o improvável. E, depois, é obrigado a se penitenciar.

Thiago Heleno foi o melhor em campo.

Não como zagueiro, mas pela lucidez da jogada que originou o gol de Kayser.

Lembrou o lançamento que fez para Marco Ruben marcar um dos gols contra o Boca pela Libertadores.

Participe da conversa!
0