Se tem coisa de que jogadores e treinadores de futebol não gostam, é ouvir que vencer determinado jogo é uma obrigação. Eles entendem de que a profissão é de meio e, como tal, não deve ir além da obrigação de entrega até a exaustão.

As coisas não são só assim. Há jogos em que a profissão do futebol é de resultado, decorrendo daí a obrigação de ganhar.

Pergunto: pela Sul Americana, na Baixada, o Athletico joga contra o Metropolitanos, de Caracas com a obrigação de vencer?

Entendo que sim. O Metropolitanos, é time pequeno, sem experiência de vida, porque saiu há pouco do berço (nasceu em 2011) e, sem experiência de futebol, porque recém saiu da segunda divisão venezuelana. Se em condições normais, o Furacão com o seu carisma no futebol sul americano já carregava a obrigação de vencer, essa se torna ilimitada.

Veja a tabela da Sul-Americana!

Até aí, presumo que o torcedor concorde. Não só pela motivação oferecida, mas, porque vencer nessas condições, já é questão até de orgulho próprio.

Há outra questão importante: a obrigação está limitada a vitória pura e simples? Sem querer praticar exageros, entendo que o Furacão tem de usar um velho, surrado e irritante chavão: jogar com o regulamento debaixo do braço. Lendo, é claro.

A impressão, não sei se por conhecimento técnico ou pelo querer, é a de que na Baixada, o Athletico irá ganhar todas as partidas desta fase. Se há um concorrente pela única vaga, em tese, é o Melgar, lá de Arequipa, no Peru. Tradicional, mais antigo que o Furacão, deve estar exercitando o mesmo raciocínio dos atleticanos.

Em resumo, o que eu quero dizer é isso: a obrigação do Furacão vai além de uma vitória pura e simples. Se não o imponderável não resolver visitar a Baixada, com a volta de Santos e Heleno, cumprirá bem a obrigação.

Participe da conversa!
0