Em dezembro de 2020, a grande imprensa de Rio e São Paulo dedicou-se exclusivamente a levar Ramírez, do Bahia, ao cadafalso. Jogando no Maracanã, o jogador colombiano teria praticado ofensas racistas contra Gerson, do Flamengo.

Pobre Ramírez. A sua palavra negando a ofensa foi ignorada sob o pretexto de que a acusação de Gerson sobrepunha a qualquer argumento de defesa.

No post “O complexo caso de racismo contra Gerson”, escrevi que o jornalismo populista a favor do craque carioca poderia perder o jogo. É que a defesa de Ramírez foi tão sincera que me deixou em dúvida da acusação de Gerson.

Passados quatros meses do fato, a Justiça Esportiva arquivou o processo porque Gerson sequer foi ratificar a acusação. E, agora, a pedido do Ministério Público, o juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da 36ª Vara Criminal, do Rio de Janeiro, determinou o arquivamento do inquérito policial de racismo no caso do jogador Ramírez. Não foi dado crédito à denúncia de Gerson.

Em um futebol em que não se jogam falsas acusações, Gerson seria denunciado e punido com suspensão.

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