Em regra, como é triste ver um jogo do Brasileirão. O jogo faltoso como elemento do esquema, a simulação em busca do benefício da falta, a invasão de reservas provocando confronto com empurrões e tapas, e tudo isso incentivado por um árbitro incapaz de submeter jogadores e técnicos ao seu poder de mando.
Bem resumido, em regra, um jogo do Brasileirão é um caos, às vezes, uma fraude que o torcedor paga caro para ver uma coisa que ele imagina ser futebol.
Nesse ambiente, Corinthians e Athletico jogaram em Itaquera. E por ser nesse ambiente, e porque o goleiro Santos, do Furacão, praticou três defesas extraordinárias, explica-se o 0 a 0 no final. Poderia ser diferente e a favor do Furacão.
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Iniciando o jogo sem oito titulares, o Corinthians entrou descompassado. Mas, esse benefício foi ignorado pelo time rubro-negro que preferiu não correr riscos, jogando atrás da linha da bola. O seu meio de campo sem Luiz Gustavo e sem o apoio de Esquivel só marcava. Sem criação por ter o fraco Portilla e Mendoza, esse em péssima fase, isolou o artilheiro Viveiros. É um crime ao futebol deixar Viveros isolado e sem lançamento.
Nesse primeiro tempo, um único lance de gol: Matheusinho, à queima roupa, cabeceou para o gol, obrigando Santos a praticar a primeira grande defesa.
A etapa final começou com o Corinthians dominando o Furacão. Aos 19′, Yuri chutou de longe e Santos salvou; e, logo depois, aos 221, Yuru enfrentou Santos cara a cara, e o goleiro defendeu.
A partir dos 30′ dessa etapa final, dois fatos aconteceram: contundido Yuri Alberto saiu e esvaziou o Timão; João Cruz e Dudu entraram e deram esperança para o Furacão. Mas quando começaram a criar, Viveros já estava no banco substituído pelo apático Jorge Rivaldo.
A impressão que o Athletico deixou foi inusitada: a de que jogou com medo de vencer.
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