Quando os jogadores se convencem que o seu treinador é capaz, as soluções para as carências individuais de um time ocorrem ao natural. A influência do técnico se torna tão grande que, às vezes, desmente o principio de que no campo quem resolve são os jogadores.

O Athletico terminou o jogo no qual venceu o Botafogo, no Nilton Santos, por 2 a 0, com time que tinha, também, Khellven, Canesin, Reinaldo, Abner e Aguilar. No entanto, a sua conduta tática era tão preciosa, a organização e a distribuição dos jogadores eram tão perfeitas, que parecia um time só de craques. E, de indiscutível, só tinha Santos, o melhor goleiro do Brasil.

Poderia até ser sugestiva para a análise a ideia de que o Furacão contou, na etapa inicial, com a deficiência carioca nas conclusões. De fato, Kalou e Pedro Raul jogaram fora três oportunidades de gol.

Tabela: confira a classificação do Brasileirão 2020

Ocorre que a função de finalizar uma jogada é daquelas, como o passe, que não transige com o erro. Se ocorreu a perda foi por absoluta falta da qualidade, que sobrou para Kayzer marcar o primeiro gol do Furacão.

Não obstante Santos ter praticado três defesas, na etapa final, o time de Autuori manteve a supremacia tática, dando a bola para o Botafogo, mas, fechando os lados e o meio. Sabia que sobraria uma bola, como sobrou a que Kayzer jogou na área, Carlos Eduardo desviou para trás e Citadini finalizou.

Athletico dizimou risco de rebaixamento no Brasileirão

Se existia algum risco de rebaixamento, o Athletico, definitivamente, o afastou. E a consequência foi aquela já antecipada: ao ganhar para não cair, o Furacão iria disputar uma vaga para a Sul-Americana.

O campeonato por pontos corridos, ida e volta, tem como uma das bases a vitória com os concorrentes diretos. Ganhando do Bragantino (1x0), Vasco (3x0) e Botafogo (2x0), o Furacão sossegou a sua vida.

Kayzer fez o primeiro gol e a jogada para o segundo. Foi o melhor em campo.

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