Na Baixada, pela Copa do Brasil, Athletico 2x1 Atlético Goianiense.

Se os jogos do Athletico fossem um filme e precisasse de um roteirista, qualquer um poderia sê-lo. Quando precisa de alguém para controlar o jogo no meio e armá-lo com velocidade, aparece Terans. Quando precisa de alguém para ser ponta de lança, aquele que vem de trás como surpresa, reclama e tem Terans. E, quando precisa marcar gols na ausência de um goleador, só resta uma solução: Terans, David Terans, uruguaio.

A vitória do Furacão sobre o Atlético Goianiense não precisa de nenhuma análise profunda para ser explicada. Há um princípio básico ditado pelo revolucionário e saudoso Claudio Coutinho, que foi o nosso Guardiola dos anos 70: quando dois times se tornam iguais dentro de campo, ganha o jogo aquele que tiver um jogador diferente. Referia-se a Zico, do Flamengo.

O nosso Athletico fez um jogo absolutamente igual ao do Atlético dos goianos. Em virtudes e erros. Em gols perdidos, inclusive. Se o jogo terminasse empatado, como estava até aos 40 minutos da etapa final, seria mera consequência desse equilíbrio. Mas, o Furacão tinha o jogador diferente, o único que poderia intervir como elemento para desequilibrar: Terans, que já havia marcado, de cabeça, o primeiro gol. Zé Roberto empatou para o Atlético Goianiense.

Prevendo que Marcinho e Nikão fariam a última jogada pela direita, o uruguaio se escondeu na área goiana, e quando a bola chegou, sem olhá-la, com a soberba saudável dos diferentes, apenas a desviou para vencer o goleiro Fernando Miguel.

Não sou de usar a sorte ou azar como argumento de análise. É que no futebol, como na vida, nada ocorre por acaso. Sempre há um fato que explica. Mas que o jogo foi encardido, sem dúvida, foi. Enquanto o Furacão deixou de fazer dois gols em razão de duas defesas de Fernando Miguel, deixou de tomá-los por erros de finalização dos goianos. Thiago Heleno e Pedro Henrique estavam vulneráveis.

A análise só não se apega ao acaso por dois motivos: quem tem um meia como Terans, como o Furacão tem, não ganha por acaso; e, o outro, foi o erro do árbitro Anderson Daronco em não marcar o pênalti sobre o zagueiro Pedro Henrique.

As características do jogo da volta, em Goiânia, não serão muitos diferentes desse jogo da Baixada. Mas, o Furacão tem Terans.

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