Em Cuiabá, pelo Brasileirão, Cuiabá 1x0 Athletico.

Os devotos de Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico, precisam alertá-lo: o futebol é uma coisa muito séria para ser tratado de forma desprezível através do exercício do poder absoluto do comando técnico.

Uma coisa é revezar jogadores para atender prioridades de calendário. Essa é até razoável e, às vezes, até necessária, considerando-se as circunstâncias. Não seria o caso do Furacão, pois o jogo com a LDU é apenas na quinta feira.

A outra é, sob esse pretexto, desmontar integralmente um time como se o jogo a ser jogado pudesse ser ignorado. Isso é a representação material do abuso, que em qualquer situação é irresponsabilidade.

Quando o time termina um jogo com três laterais-esquerdos (Nicolas, Abner e Márcio Azevedo), e improvisado em todos os setores, como o Furacão terminou em Cuiabá, é sinal de que as coisas estão saindo do controle.

O Athletico foi jogar em Cuiabá como fosse para cumprir uma mera formalidade no Brasileirão. Foi como se tivesse cumprindo tabela.  Já escrevi e repito: ao desfigurar o time com reservas e improviso, o comando técnico provoca um ambiente de desinteresse dos próprios jogadores pelo resultado do jogo. São cinco jogos sem vitória em razão dessa causa.

Foi o que aconteceu em Cuiabá. Desde o início, o time atleticano não foi só medíocre técnica e taticamente, mas, em especial sem vontade de jogar. Quem entrou o fez consciente de que o resultado era o fato de menor importância.

E esse estado não melhorou com Nikão, Terans, Marcinho e Abner, de quem foi subtraído, também, por essa causa, o espírito de luta para atender os objetivos prioritários. Isso se explica que, contra o Cuiabá, que parece ser uma colcha de retalhos, tenha chutado uma única bola, no gol perdido por Kayzer. A derrota pelo gol de Clayson, aos 15’ da etapa final, foi absolutamente correta.

E quando não individualizo António Oliveira como responsável, tenho um motivo: ele é apenas o executor das ideias de Paulo Autuori. Pode ser até que as teses de Autuori sejam corretas, mas, na prática isso é impossível quando para executá-las recorre a com Zé Ivaldo, Canesin, Nicolas, Kayzer, Carlos Eduardo, Márcio Azevedo e Jáderson.

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