Pelo Brasileirão Play, com Napoleão de Almeida e Bernardo Oliveira (excelente, aliás), acabo de ver América-MG 2x0 Athletico, em Belo Horizonte.

Paulo Autori provou do próprio veneno. Assumindo o comando técnico do Furacão, deu a impressão que ignorava a desordem do time, provocada pela sua invenção António Oliveira. Dirigiu o time como se não soubesse as razões pelas quais o Furacão fracassa no Brasileirão, o que prova que negligenciou como diretor técnico.

Bem por isso, foi incapaz de fazer um único remendo nos retalhos que Oliveira deixou, e que tornasse o time no mínimo sofrível. Ao contrário, conseguiu piorar as coisas recuando-o, amedrontando-o, e usando a opção de jogar por uma bola e no erro adversário. Quer dizer: em 45 minutos, Autuori provou que induziu o Furacão em erro durante oito meses. Até que conseguiu uma bola para Bissoli, mas Terans estava impedido.

Na etapa final, foi deprimente. 

Bastou, aos 2’, o América jogar em cima de Thiago Heleno e Pedro Henrique para marcar com Felipe Azevedo, de cabeça. Esperava-se o mínimo do Athletico a partir daí. Pedro Rocha, que foi outra aposta da direção técnica, esvazia qualquer proposta de ataque.

Se não tinha qualidade técnica e tática, teria que se superar física e emocionalmente. E foi aí que se escancarou mais um grave problema: o time não reagiu. Ao contrário, continuou indolente, parecendo desinteressado. Submetendo-se ao fraco América, assistiu como se fosse natural ao segundo gol, agora, de Lucas, aos 32’.

Quando se buscam alternativas com Márcio Azevedo, Carlos Eduardo e Kayzer é sinal de que a vida está por um fio.

Paulo Autuori provou do próprio veneno apostando em Oliveira. Se tomar outra dose pode não sobreviver.

Erick jogou alguma coisa.

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