Pelo Estadual, na Vila Capanema: Paraná 0x2 Athletico.

Não sei se é possível analisar o episódio da Vila Capanema como um jogo de futebol. O seu enredo foi mais de um conto-da-carochinha, o qual é possível ilustrar fantasias, do que de um jogo de futebol que se, ainda, considerada uma coisa séria.

Impedido de treinar sábado e domingo pelo prefeito Rafael Greca, convidado pelo Paraná, o Athletico foi fazer um passeio na Vila Capanema. Desafiado para jogar uma coisa que o anfitrião dizia jogar chamada futebol, aceitou. Para ser um convidado educado, permaneceu em silêncio, quase parado, enganando que jogava um negócio chamado futebol.

Passaram-se 45 minutos, e já tinha quem achasse que teria sido melhor ficar no CT do Caju. Como todo o convidado, às vezes, obriga-se a acabar com a monotonia, o Furacão resolveu mudar o ambiente.

Com coisas estranhas, é verdade, o que nem por isso deixa de ser uma coisa extraordinária. Como o improvável, o inesperado e surpreendente o primeiro gol de Matheus Babi, que em um mês não chutara uma bola contra o gol adversário. Se nada mais acontecesse, o gol de Babi já seria o bastante e teria tornado o passeio inesquecível.

Já à vontade, o Furacão até acelerou um pouco o ritmo e constrangeu o anfitrião. Esse, sem jeito de acompanhá-lo, entrou em descompasso, pisando no próprio pé. Sem saber como tratar com tão nobre, rico e poderoso convidado, atrapalhou-se. Como na bola recuada que pegou de surpresa o goleiro Bruno Grassi, que olhando só a bola, não viu Cittadini à sua frente. A bola bateu no rubro-negro e entrou. Foi o momento mais engraçado do passeio. E se não bastasse, o Paraná ganhou um pênalti que Gustavinho chutou “nas nuvens”, como narraria Carneiro Neto.

E, aí, o passeio na Vila Capanema terminou.

Agradecido, o Furacão voltou ao CT do Caju. Agradecido pelo carimbo da fatura para a próxima fase, deixou o convite para o Paraná ir à Baixada. Um dia, não se sabe quando, irão outra vez se encontrar.

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