Não vou começar esta crônica rasgando elogios ao Athletico que por ganhar em Toledo (1x0), vai seguir jogando o Paranaense. Ganhou aos trancos e, por ser o maior e mais rico do Paraná, não fez mais do que a obrigação.

Bem que eu deveria começar exaltando o Operário. Supremo, resultado do seu futebol bem ordenado por esse excelente treinador Matheus Costa, terminou em primeiro.

Nessas contradições que faz o futebol uma metáfora da vida, a crônica tem que começar com uma derrota. Como fato jornalístico, mais importante que a superação do Athletico, o idealista trabalho de Maurílio no comando técnico do Paraná, e, mais importante que a excelência do Operário, é a eliminação do Coritiba.

O fato não é a derrota em si para o Rio Branco (2x1), embora a consequência tenha sido a eliminação do Estadual, o que se tratando do seu mais festejado campeão, já é uma humilhação.

A questão importante está na origem. Ao contratar José Carlos Brunoro para comandar o seu futebol, os dirigentes coxas fizeram uma aposta de alto risco. O histórico de Brunoro é o pior possível, sendo o capítulo mais recente, um dos colaboradores para a desgraça do Cruzeiro.

Com Brunoro, executou-se um concerto de erros. O executor de muitas ideias de Renato Follador, trouxe Gustavo Morínigo para técnico e uma penca de jogadores sem qualidade. O mais grave de tudo, é que esse sistema explode às vésperas da estreia do Coritiba no torneio mais importante da sua história recente, a Segundona.

Os coxas devem estar perguntando: o que fazer? Eis uma questão difícil de enfrentar. Há pouco tempo, Follador afirmou que a torcida do Coritiba “tem que se acostumar com as derrotas”. Presumo que para o presidente do Coxa, todas as derrotas são iguais.

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