Se os piores momentos do futebol fossem para a história, esse Atletiba, do Couto, teria privilégios na escolha. Não me lembro de existir um 0 a 0 que, mais do que um resultado, fosse uma mensagem fiel de tudo o que é ruim no futebol. Houve dois momentos felizes: quando o jogo começou e quando o jogo terminou.
O bom gramado do Couto foi transformado em um piso lunar. A bola pulando e pulando, só tinha um pouco de conforto quando passava pelos pés de Zapelli e Ronier. Mas não surpreendeu, é assim. Nas partidas mais dolorosas, a falta de qualidade técnica provoca esses distúrbios. E tudo acaba em melancolia.
O Coritiba, desde os 25 minutos de jogo, com a expulsão de Bruno Melo, jogou com dez jogadores. E, no entanto, vejam vocês, esse fato que deveria influenciar a sua conduta, fez mal ao Athletico.
É dificil explicar que onze jogar contra dez pode ter um problema. Mas como nesse Athletico de Hellmann, tudo tem uma lógica, quase sempre para explicar o negativo, a expulsão de Bruno foi um desastre.
É que o Furacão foi preparado para atrair o Coxa e jogar por uma bola de Zapelli para Viveros, próprio de um time com ideia única. Reduzido a dez, o Coritiba recuou, obrigando o Rubro-Negro a atacar, coisa que esqueceu nos últimos jogos.
A exceção do lance em que Viveros foi derrubado por Jacy, na área, mas com falta anterior sobre Maicon, o Athletico só trocou e cruzou bolas, reduzindo a esperança nas firulas de Leozinho.
Enquanto o Coritiba pode fazer contas de cabeça para voltar ao Brasileirão, o Athletico, definitivamente, terá que se apegar à calculadora. Não sei se existe alguma que lhe dê esperanças.
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