Copa do Brasil, em Santos: Santos 3x0 Coritiba.

O futebol vive de contradições. Pode parecer uma contradição afirmar que o empate como trânsito para seguir em frente em um torneio, às vezes, pode transformar-se em um grande problema, em um desengano colossal.

No caso do Coritiba nesse jogo na Vila Belmiro, contra o Santos, pela Copa do Brasil, o empate lhe colocou em uma armadilha. É que, sem Igor Paixão durante todo o jogo, e sem Léo Gamalho durante 60 minutos, escancarou sua disposição de jogar pelo empate. Marcando atrás, portanto, só recuado, quis absorver todos os riscos negativos do jogo.

Mais pela inércia do Santos que, parecendo soberbo não pressionava, do que pela retranca adotada, até que o Coritiba criou ilusões na etapa inicial com o 0 a 0.

Mas bastou o Peixe imprimir velocidade em jogadas de lado para que as coisas saíssem do campo da aparência e fossem para o campo do real: em 18 minutos, o Santos fez três a zero com Marcos Leonardo (3’), Madson (16’) e Rodrigo Fernández (18’).

Atordoados, e despreparados em todos os sentidos para uma reação, os coxas se entregaram. Morínigo virou o time do avesso, com Gamalho, Warley e Pablo García no ataque, mas no avesso ficou mais feio. É que o máximo que conseguiu foi um chute de Guilherme Biro, aos 30’ da etapa final. Nada mais e muito pouco para quem teria que reagir.

No final, o Coritiba foi excluído da Copa do Brasil, perdeu R$3 milhões e, ainda, saiu com uma terrível dúvida: o time não chegou ao seu limite? Um time que é dependente do esquema e é obrigado a alcançar a exaustão em todo o jogo, não tem vida longa.

De imediato, Morínigo precisa esclarecer como um time que joga, em regra, marcando e atrás, sofre uma média de 2,5 gols por jogo.

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