Pelo Estadual, no Couto Pereira, Coritiba 5x0 Paraná.

Uma goleada em um jogo que a história trata como clássico, traz orgulho, não há dúvida. Isso quer dizer que, embora possa, não se deve vincular a vitória Coxa só à fragilidade do Paraná, embora seja a de um amador. É que golear de 5 a 0 um adversário tradicional, qualquer que seja a circunstância, traduz virtudes.

Ocorre, que o Coritiba toda vez que joga nesse Estadual, ganhando ou não, não pode ter uma análise reduzida ao jogo em si. É que esse torneio embora seja desprezível, é onde se pode estabelecer um juízo razoável para a Segundona, seu objetivo principal em 2021.

A pergunta que os coxas devem responder é essa: esse time está evoluindo como equipe?

É de se temer que não. É que não se pode ignorar que está muito dependente das defesas do goleiro Wilson e das jogadas do meia Rafinha. Contra o Azuriz, foi preciso que Rafinha fizesse uma jogada para evitar a derrota. Contra o Paraná, tudo dependeu de Rafinha e nada do jogo de equipe que, à essa altura, já deveria estar mais evoluído.

Uma goleada de 5 a 0 dá conforto, sem dúvida. Mas, também, é trânsito para enganar e iludir quem precisa voltar a jogar o Brasileirão.

Reservo algumas linhas para o Paraná. Confesso que dá pena. Para a sua fragilidade concorre, também, uma carência material. O treinador Maurílio, coitado, até que ordena bem os jogadores. Mas é impossível fazer mais do que isso.

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